Prioridades na Sua Vida Intrafísica

Prioridade

Listagem. Eis uma listagem através de perguntas, em ordem lógica, de 18 prioridades essenciais à existência holochacral de minha e sua consciência intrafísica (conscin), segundo os princípios da Conscienciologia e Projeciologia:

  1. Oxigênio. Mantenho, ininterruptamente, minhas inspirações vitais de oxigênio em ambiente troposférico sem excessiva poluição?
  2. Líquidos. Tomo líquidos nutrientes, diariamente, na manutenção do meu corpo de água, o soma, na troposfera deste planeta também de água, a Terra?
  3. Sólidos. Tenho, pelo menos, uma refeição de alimentos sólidos a cada dia?
  4. Fisiologia. Atendo naturalmente a todas às necessidades fisiológicas diárias?
  5. Higiene. Observo permanentemente a minha higiene somática e pensênica?
  6. Sexo. Sigo a biologia humana, através do desempenho diário de minha sexualidade ativa, para ficar livre da carência afetivo-sexual?
  7. Exercícios. Exercito-me fisicamente, com regularidade, a fim de prevenir-me contra o sedentarismo, a inatividade e a desmotivação alienante?
  8. EV. Instalo o estado vibracional (EV) profilático quando quero, a qualquer momento, objetivando manter-me energeticamente compensado?
  9. Profissão. Exerço um trabalho de subsistência econômico-financeira para afastar todo parasitismo interpessoal, grupal ou social?
  10. Discernimento. Coloco o meu discernimento acima de todos os meus talentos, minha boa intenção e minha vontade?
  11. Cultura. Amplio e aprofundo os meus conhecimentos dentro de uma cultura pessoal, desrepressora, interdisciplinar, generalista, planificada?
  12. Parapsiquismo. Reeduco-me quanto às minhas ECs, ou energias conscienciais, aos fenômenos anímicos e aos fenômenos parapsíquicos em geral?
  13. PCs. Produzo projeções conscienciais lúcidas no aproveitamento possível de horas inevitáveis de repouso compulsório do meu soma?
  14. Assistência. Esforço-me para obter a condição, deliberada, de isca intra e extrafísica, energética, assistencial e autoconsciente, em favor de outras consciências?
  15. Tares. Coopero, assistencialmente, com outras consciências através da tarefa multidimensional, sofisticada, do esclarecimento (tares)?
  16. Conduta. Busco princípios pessoais maduros para viver, na qualidade de ser social dentro de uma conduto cosmoética aberta?
  17. Proéxis. Cumpro, pouco a pouco, o meu programa para esta existência intrafísica (proéxis) estabelecido antes do meu atual renascimento humano?
  18. Serenismo. Organizo-me, hoje, objetivando alcançar a condição magna do serenismo consciencial no futuro possível, sendo primeiro um epicon lúcido e, logo depois, uma ser desperto?

A autoconscientização multidimensional (AM) cria o amor perene.

Fonte: VIEIRA, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.; 8 índices; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994; página 567.

Posturas Antirreconciliadoras

Reconciliação. Eis 9 posturas a serem evitadas para os que buscam a reconciliação:

  1. Não dar o braço a torcer. Um dos dois não quer dar o braço a torcer, não aceita fazer o reconhecimento da mudança do outro. Não quer trocar a opinião que formou a respeito da pessoa no passado, apesar de todas as evidências atuais em contrário.
  2. Covardia. Um dos envolvidos sente-se frágil, covarde diante da própria evolução. Caso passe a reconhecer abertamente a mudança do outro, não terá mais desculpas a não ser começar a esforçar-se também, correndo atrás do próprio prejuízo. A grande preocupação do(a) assediador(a) é: “se der certo para ele(a) dessa vez, eu terei de rever minha postura”.
  3. Autofuga. A pessoa tenta fugir de si mesma, do autenfrentamento, utilizando-se de mecanismos de defesa, o que não resolve o problema. A autofuga é impossível.
  4. Mecanismo de Defesa da Negação. Negar os fatos ou a melhora do outro denota preguiça evolutiva, insegurança, incapacidade de assumir responsabilidades consigo mesmo. É não conseguir bancar-se. (Mello Filho, 1992)
  5. Mecanismo de Identificação. Assumir como próprio o comportamento de outra pessoa não contribui para que nos sintamos melhor. Muitas vezes, a hostilidade é uma admiração mal resolvida. Pode então ocorrer uma paradoxal tentativa de imitação de quem se hostiliza: imito seus resultados, entretanto não quero ouvir falar dos seus esforços nem da sua trajetória para chegar até aqui (impostura, usurpação de identidade). Imitação não resolve: por mais que a fotocópia seja boa, jamais será o original.
  6. Mecanismo de Projeção. Jogar a culpa no outro não alivia a própria. Indicar, com empenho, as falhas alheias, mesmo assim mais sutis, não impedirá que os demais deixem de perceber as nossas (Klein & Riviére, 1970). Projetar responsabilidade em alguém indica dependência emocional. Um dos mais antigos exemplos do uso do mecanismo de defesa da projeção ou deslocamento é o da lenda religiosa da gênese e do paraíso. Quando interpelado por Deus sobre o motivo de ter comido o “fruto proibido” (conhecimento), Adão tratou logo de culpar Eva, que por sua vez, fez o mesmo em relação à serpente. Foi ele ou foi ela, não fui eu! Exemplo clássico de neotenia.
  7. Recaídas. Esperar a debilidade ou fragilidade do outro para provar que tem razão. Essa tática é utilizada através de provocações. É quando o outro vem manso, mas o objetivo final é dar o bote para conseguir a energia. Aceitar a provocação é mostrar fraqueza, confirmando para o preguiçoso a permanência nas velhas posturas. Por isso, ele(a) torce para não dar certo, para provar o seu ponto de vista: “vê como não adianta. Você é sempre o(a) mesmo(a). Não mudou nada” eu sabia!”.
  8. Neofobia. Sentir-se ameaçado pela mudança do outro, pela sua renovação. Daí a necessidade de estar sempre reafirmando as dificuldades alheias para justificar a sua própria conduta antiquada, atrasada, estagnada. É tentar manter a pessoa presa na atitude negativa do passado de ambos, que é terreno já conhecido. Essa energia inércia (negativa) impede tanto um, quanto o outro de crescer.
  9. Erros repetidos. O ideal é cometer erros novos, ainda não experimentados, indicando que a conscin está fazendo novas experiências e nelas é natural errar. O medo de errar já é, em si mesmo, uma atitude errada. O que é preciso é ser original, ainda que através dos erros. Cometer, sem parar, os mesmos erros, é pior, pois leva ao círculo vicioso da automimese*.

*Automimese Existencial. Imitação das próprias vivências ou experiências passadas, sejam do renascimento intrafísico atual ou de existências anteriores.

Desafios. Para o interessado em resolver o conflito, situações como essas constituem grandes oportunidades evolutivas. Tomadas como tais, são desafios dos quais sempre é possível tirar proveito, permitindo ascender a um novo patamar de cosmoética.

Trabalho. Afogar a necessidade de solução de um conflito emocional nas drogas, numa vida atribulada ou no trabalho obsessivo como o do workaholic (autoabnegação negativa), pode postergar, mascarar, contudo, não substitui a necessidade de autorreconciliação afetiva.

Bem-querer. Em cada existência, vivemos os encontros de decisão para a mudança de nível evolutivo. Os nossos amparadores enviam, então, aquela conscin complexa, homem ou mulher, de convivência difícil, que precisa ser compreendida, perdoada e também assistida – essa consciência-problema – cujo comportamento ainda está preso nas malhas do passado negativo conosco. Como bem-querer, nesse caso?

Não basta perdoar, compreender. É preciso assistir.

 Imagem congelada. Além de não desejar esquecer o passado, esse tipo de personalidade parece querer reeditá-lo (evocação negativa), não permitindo que seja esquecido. Esse processo traz-lhe uma pseudo-segurança, já que não conhece outra situação e tem medo do futuro, do desconhecido, da nova relação que teria que construir conosco, caso viesse a mudar sua atitude. É como se essa pessoa tivesse no bolso uma antiga fotografia e olhasse para ela cada vez que se encontrasse conosco, para certificar-se e reafirmar, para si e para nós, que nada mudou.

Ingratidão. Nessa hora, a consciência reconciliadora sente-se desanimada e infeliz, cheia de razão para não perdoar. Surgem as frustrações perante a insensibilidade e ingratidão do outro. Mas é justamente esse o momento de ajudar, de esclarecer e de atualizar aquela consciência. É cosmoético deixar-se ajudar. Muitos não recebem mais assistência porque não se permitem ser ajudados. Nunca é tarde para pedir ou receber ajuda. A desilusão pode ser terapêutica quando obriga à consciência a rever a própria visa, repensando suas ações: de que forma essa consciência pode ser grata, se nem percebe que precisa de ajuda ou que já está sendo ajudada? E justamente por mim?

A tarefa do esclarecimento – tares – é uma sequência de desilusões cosmoéticas que libertam a consciência do ego e do grupocarma.

Sentimento.  Nesse tipo de situação, pode-se identificar perfeitamente a diferença entre emoção e sentimento. O mentalsoma é o veículo da racionalidade. É preciso primeiro analisar, reconhecer, entender que a ajuda foi recebida, para depois sentir manifestação mais permanente, o sentimento é fruto da reflexão e convive com o discernimento (Ferreira-Santos, 2000; Vieira. 2007b).

Emoção. Pode-se dizer que os sentimentos são emoções maduras. Não se trata, portanto, daquela emoção comum, avassaladora, envolvente, que surge abruptamente desequilibrando e dominando a conscin. A paixão ou hostilidade, por exemplo, são tipos de emoção (psicossoma). Quando submetidas ao discernimento (mentalsoma), longe da lente distorcida das autocorrupções, podem levar à lucidez ou à decisão de perdoar (Vieira, 2007b).

Participação. O mais positivo no ato de perdoar é compreender que a intenção individual sincera tem validade, independente da resposta ou do reconhecimento do outro. Por esse motivo, desde o início do processo, a energia da relação começa a ser reciclada. Os resultados podem aparecer antes mesmo da participação do outro. Esse é o mecanismo real do livre-arbítrio em ação: quando um não quer, dois não brigam (segundo Vieira, libertação da paranoia á deux).

Energias. A distância geográfica torna-se relativa nesse caso, pois, para isso, existe o trabalho das energias pessoais e a projeção da consciência, planejada com o objetivo da reconciliação. A partir daí, passa-se a dizer: graças a fulano aprendi isso. E não mais: por culpa de fulano, veja o que me aconteceu?

Trechos retirados do livro Autocura através da Reconciliação – 2009 (Málu Balona)