Dê o Primeiro Passo…

Às vezes quando queremos algo e temos medo ou preguiça, usamos as desculpas mais conhecidas para justificar o porquê de não cuidarmos bem do nosso dinheiro ou até participar de uma maratona. Maratona? É, maratona! E por que não? Damos as mesmas desculpas: “não tenho tempo”, “não tenho dinheiro” … Dê o primeiro passo. É o mais importante, sem começar não chegamos a lugar algum. Não importa a forma, a performance será melhorada durante os treinos.

Quando temos o motivo, a meta, o objetivo, o trabalho a ser realizado, o alvo, seja lá o que for, as coisas acontecem pela energia movida por um motivo. Isso é Física e não um milagre! É uma força interior colocada em prática o desejo e a vontade. Pessoas motivadas alcançam todos os seus objetivos. Sabemos da necessidade de cuidarmos da nossa saúde, mas falta disciplina para isso.

A mesma motivação serve também para os iniciantes na corrida. Para isso, comece com uma caminhada de 30 minutos em dias alternados, depois vá aumentando aos poucos. O corpo se adapta, mas os obstáculos são muitos. Uma manhã mais fria ou o cansaço farão você pensar duas vezes na hora de levantar da cama.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), precisamos realizar no mínimo 30 minutos de atividade física, por cinco dias da semana. Falo da corrida por tê-la inserido em minha vida. No início estava fora de forma e sedentário, hoje participo de maratonas. Se eu consegui, qualquer pessoa consegue.

Corrida é um esporte de superação e traz uma série de benefícios, além de emagrecer, o combate de doenças, aumenta a autoestima, melhora seu condicionamento físico e força, e o melhor de tudo, é democrática. É preciso paciência e motivação. Encontre sua própria maneira de correr, aumente sua performance e não se esqueça de se manter saudável.

Precisamos nos habituar a estabelecer metas e desafios e desejar alcança-los. Mais que isso, é preciso crer que somos capazes de realizá-los. Sem isso, qualquer esforço parece imenso. Qualquer obstáculo, por menos que seja, torna-se insuportável. Cada um de nós vale pelo tamanho de seus sonhos e pela capacidade de transformá-los em realidade. É uma decisão pessoal.

por Marcelo Mirabelli

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Posturas Antirreconciliadoras

Reconciliação. Eis 9 posturas a serem evitadas para os que buscam a reconciliação:

  1. Não dar o braço a torcer. Um dos dois não quer dar o braço a torcer, não aceita fazer o reconhecimento da mudança do outro. Não quer trocar a opinião que formou a respeito da pessoa no passado, apesar de todas as evidências atuais em contrário.
  2. Covardia. Um dos envolvidos sente-se frágil, covarde diante da própria evolução. Caso passe a reconhecer abertamente a mudança do outro, não terá mais desculpas a não ser começar a esforçar-se também, correndo atrás do próprio prejuízo. A grande preocupação do(a) assediador(a) é: “se der certo para ele(a) dessa vez, eu terei de rever minha postura”.
  3. Autofuga. A pessoa tenta fugir de si mesma, do autenfrentamento, utilizando-se de mecanismos de defesa, o que não resolve o problema. A autofuga é impossível.
  4. Mecanismo de Defesa da Negação. Negar os fatos ou a melhora do outro denota preguiça evolutiva, insegurança, incapacidade de assumir responsabilidades consigo mesmo. É não conseguir bancar-se. (Mello Filho, 1992)
  5. Mecanismo de Identificação. Assumir como próprio o comportamento de outra pessoa não contribui para que nos sintamos melhor. Muitas vezes, a hostilidade é uma admiração mal resolvida. Pode então ocorrer uma paradoxal tentativa de imitação de quem se hostiliza: imito seus resultados, entretanto não quero ouvir falar dos seus esforços nem da sua trajetória para chegar até aqui (impostura, usurpação de identidade). Imitação não resolve: por mais que a fotocópia seja boa, jamais será o original.
  6. Mecanismo de Projeção. Jogar a culpa no outro não alivia a própria. Indicar, com empenho, as falhas alheias, mesmo assim mais sutis, não impedirá que os demais deixem de perceber as nossas (Klein & Riviére, 1970). Projetar responsabilidade em alguém indica dependência emocional. Um dos mais antigos exemplos do uso do mecanismo de defesa da projeção ou deslocamento é o da lenda religiosa da gênese e do paraíso. Quando interpelado por Deus sobre o motivo de ter comido o “fruto proibido” (conhecimento), Adão tratou logo de culpar Eva, que por sua vez, fez o mesmo em relação à serpente. Foi ele ou foi ela, não fui eu! Exemplo clássico de neotenia.
  7. Recaídas. Esperar a debilidade ou fragilidade do outro para provar que tem razão. Essa tática é utilizada através de provocações. É quando o outro vem manso, mas o objetivo final é dar o bote para conseguir a energia. Aceitar a provocação é mostrar fraqueza, confirmando para o preguiçoso a permanência nas velhas posturas. Por isso, ele(a) torce para não dar certo, para provar o seu ponto de vista: “vê como não adianta. Você é sempre o(a) mesmo(a). Não mudou nada” eu sabia!”.
  8. Neofobia. Sentir-se ameaçado pela mudança do outro, pela sua renovação. Daí a necessidade de estar sempre reafirmando as dificuldades alheias para justificar a sua própria conduta antiquada, atrasada, estagnada. É tentar manter a pessoa presa na atitude negativa do passado de ambos, que é terreno já conhecido. Essa energia inércia (negativa) impede tanto um, quanto o outro de crescer.
  9. Erros repetidos. O ideal é cometer erros novos, ainda não experimentados, indicando que a conscin está fazendo novas experiências e nelas é natural errar. O medo de errar já é, em si mesmo, uma atitude errada. O que é preciso é ser original, ainda que através dos erros. Cometer, sem parar, os mesmos erros, é pior, pois leva ao círculo vicioso da automimese*.

*Automimese Existencial. Imitação das próprias vivências ou experiências passadas, sejam do renascimento intrafísico atual ou de existências anteriores.

Desafios. Para o interessado em resolver o conflito, situações como essas constituem grandes oportunidades evolutivas. Tomadas como tais, são desafios dos quais sempre é possível tirar proveito, permitindo ascender a um novo patamar de cosmoética.

Trabalho. Afogar a necessidade de solução de um conflito emocional nas drogas, numa vida atribulada ou no trabalho obsessivo como o do workaholic (autoabnegação negativa), pode postergar, mascarar, contudo, não substitui a necessidade de autorreconciliação afetiva.

Bem-querer. Em cada existência, vivemos os encontros de decisão para a mudança de nível evolutivo. Os nossos amparadores enviam, então, aquela conscin complexa, homem ou mulher, de convivência difícil, que precisa ser compreendida, perdoada e também assistida – essa consciência-problema – cujo comportamento ainda está preso nas malhas do passado negativo conosco. Como bem-querer, nesse caso?

Não basta perdoar, compreender. É preciso assistir.

 Imagem congelada. Além de não desejar esquecer o passado, esse tipo de personalidade parece querer reeditá-lo (evocação negativa), não permitindo que seja esquecido. Esse processo traz-lhe uma pseudo-segurança, já que não conhece outra situação e tem medo do futuro, do desconhecido, da nova relação que teria que construir conosco, caso viesse a mudar sua atitude. É como se essa pessoa tivesse no bolso uma antiga fotografia e olhasse para ela cada vez que se encontrasse conosco, para certificar-se e reafirmar, para si e para nós, que nada mudou.

Ingratidão. Nessa hora, a consciência reconciliadora sente-se desanimada e infeliz, cheia de razão para não perdoar. Surgem as frustrações perante a insensibilidade e ingratidão do outro. Mas é justamente esse o momento de ajudar, de esclarecer e de atualizar aquela consciência. É cosmoético deixar-se ajudar. Muitos não recebem mais assistência porque não se permitem ser ajudados. Nunca é tarde para pedir ou receber ajuda. A desilusão pode ser terapêutica quando obriga à consciência a rever a própria visa, repensando suas ações: de que forma essa consciência pode ser grata, se nem percebe que precisa de ajuda ou que já está sendo ajudada? E justamente por mim?

A tarefa do esclarecimento – tares – é uma sequência de desilusões cosmoéticas que libertam a consciência do ego e do grupocarma.

Sentimento.  Nesse tipo de situação, pode-se identificar perfeitamente a diferença entre emoção e sentimento. O mentalsoma é o veículo da racionalidade. É preciso primeiro analisar, reconhecer, entender que a ajuda foi recebida, para depois sentir manifestação mais permanente, o sentimento é fruto da reflexão e convive com o discernimento (Ferreira-Santos, 2000; Vieira. 2007b).

Emoção. Pode-se dizer que os sentimentos são emoções maduras. Não se trata, portanto, daquela emoção comum, avassaladora, envolvente, que surge abruptamente desequilibrando e dominando a conscin. A paixão ou hostilidade, por exemplo, são tipos de emoção (psicossoma). Quando submetidas ao discernimento (mentalsoma), longe da lente distorcida das autocorrupções, podem levar à lucidez ou à decisão de perdoar (Vieira, 2007b).

Participação. O mais positivo no ato de perdoar é compreender que a intenção individual sincera tem validade, independente da resposta ou do reconhecimento do outro. Por esse motivo, desde o início do processo, a energia da relação começa a ser reciclada. Os resultados podem aparecer antes mesmo da participação do outro. Esse é o mecanismo real do livre-arbítrio em ação: quando um não quer, dois não brigam (segundo Vieira, libertação da paranoia á deux).

Energias. A distância geográfica torna-se relativa nesse caso, pois, para isso, existe o trabalho das energias pessoais e a projeção da consciência, planejada com o objetivo da reconciliação. A partir daí, passa-se a dizer: graças a fulano aprendi isso. E não mais: por culpa de fulano, veja o que me aconteceu?

Trechos retirados do livro Autocura através da Reconciliação – 2009 (Málu Balona)