24 Falácias Lógicas

Platão, Sócrates e Aristóteles estão sempre prontos para uma boa argumentação

O filósofo, matemático e cientista americano Charles Sanders Peirce fala que as lógicas são “ferramentas para o raciocínio correto”.

Quando falamos “construção e exposição de raciocínio ou argumentação”, isso pode ficar parecendo uma coisa meio séria, sisuda, de professor de filosofia ou discussões inflamadas entre ateus e crentes na internet. Mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo.

As lógicas são o próprio esqueleto que torna as linguagens possíveis.

Como de fato dependemos disso pra nos relacionarmos uns com os outros, para nos fazer entender claramente, melhorar nossa forma de pensar e para resolvermos as coisas práticas da vida, pode ser bem útil conhecer e entender estes processos, ainda que superficialmente.

Leia, entenda e não as use.

1. Espantalho

Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.

Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade – se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?

Exemplo: Depois de Felipe dizer que o governo deveria investir mais em saúde e educação, Jader respondeu dizendo estar surpreso que Felipe odeie tanto o Brasil, a ponto de querer deixar o nosso país completamente indefeso, sem verba militar.

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2. Causa Falsa

Você supôs que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.

Uma variação dessa falácia é a “cum hoc ergo propter hoc” (com isto, logo por causa disto), na qual alguém supõe que, pelo fato de duas coisas estarem acontecendo juntas, uma é a causa da outra. Este erro consiste em ignorar a possibilidade de que possa haver uma causa em comum para ambas, ou, como mostrado no exemplo abaixo, que as duas coisas em questão não tenham absolutamente nenhuma relação de causa, e a sua aparente conexão é só uma coincidência.

Outra variação comum é a falácia “post hoc ergo propter hoc” (depois disto, logo por causa disto), na qual uma relação causal é presumida porque uma coisa acontece antes de outra coisa, logo, a segunda coisa só pode ter sido causada pela primeira.

Exemplo: Apontando para um gráfico metido a besta, Rogério mostra como as temperaturas têm aumentado nos últimos séculos, ao mesmo tempo em que o número de piratas têm caído; sendo assim, obviamente, os piratas é que ajudavam a resfriar as águas, e o aquecimento global é uma farsa.

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3. Apelo à emoção

Você tentou manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.

Apelos à emoção são relacionados a medo, inveja, ódio, pena, orgulho, entre outros.

É importante dizer que às vezes um argumento logicamente coerente pode inspirar emoção, ou ter um aspecto emocional, mas o problema e a falácia acontecem quando a emoção é usada no lugar de um argumento lógico. Ou, para tornar menos claro o fato de que não existe nenhuma relação racional e convincente para justificar a posição de alguém.

Exceto os sociopatas, todos são afetados pela emoção, por isso apelos à emoção são uma tática de argumentação muito comum e eficiente. Mas eles são falhos e desonestos, com tendência a deixar o oponente de alguém justificadamente emocional.

Exemplo: Lucas não queria comer o seu prato de cérebro de ovelha com fígado picado, mas seu pai o lembrou de todas as crianças famintas de algum país de terceiro mundo que não tinham a sorte de ter qualquer tipo de comida.

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4. A falácia da falácia

Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.

Há poucas coisas mais frustrantes do que ver alguém argumentar de maneira fraca alguma posição. Na maioria dos casos um debate é vencido pelo melhor debatedor, e não necessariamente pela pessoa com a posição mais correta. Se formos ser honestos e racionais, temos que ter em mente que só porque alguém cometeu um erro na sua defesa do argumento, isso não necessariamente significa que o argumento em si esteja errado.

Exemplo: Percebendo que Amanda cometeu uma falácia ao defender que devemos comer alimentos saudáveis porque eles são populares, Alice resolveu ignorar a posição de Amanda por completo e comer Whopper Duplo com Queijo no Burger King todos os dias.

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5. Ladeira Escorregadia

Você faz parecer que o fato de permitirmos que aconteça A fará com que aconteça Z, e por isso não podemos permitir A.

O problema com essa linha de raciocínio é que ela evita que se lide com a questão real, jogando a atenção em hipóteses extremas. Como não se apresenta nenhuma prova de que tais hipóteses extremas realmente ocorrerão, esta falácia toma a forma de um apelo à emoção do medo.

Exemplo: Armando afirma que, se permitirmos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, logo veremos pessoas se casando com seus pais, seus carros e seus macacos Bonobo de estimação.

Exemplo 2: a explicação feita após o terceiro subtítulo – “O voto divergente do ministro Ricardo Lewandowski e a ladeira escorregadia” – deste texto sobre aborto. Vale a leitura.

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6. Ad hominem

Você ataca o caráter ou traços pessoais do seu oponente em vez de refutar o argumento dele.

Ataques ad hominem podem assumir a forma de golpes pessoais e diretos contra alguém, ou mais sutilmente jogar dúvida no seu caráter ou atributos pessoais. O resultado desejado de um ataque ad hominem é prejudicar o oponente de alguém sem precisar de fato se engajar no argumento dele ou apresentar um próprio.

Exemplo: Depois de Salma apresentar de maneira eloquente e convincente uma possível reforma do sistema de cobrança do condomínio, Samuel pergunta aos presentes se eles deveriam mesmo acreditar em qualquer coisa dita por uma mulher que não é casada, já foi presa e, pra ser sincero, tem um cheiro meio estranho.

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7. Tu quoque (você também)

Você evitar ter que se engajar em críticas virando as próprias críticas contra o acusador – você responde críticas com críticas.

Esta falácia, cuja tradução do latim é literalmente “você também”, é geralmente empregada como um mecanismo de defesa, por tirar a atenção do acusado ter que se defender e mudar o foco para o acusador.

A implicação é que, se o oponente de alguém também faz aquilo de que acusa o outro, ele é um hipócrita. Independente da veracidade da contra-acusação, o fato é que esta é efetivamente uma tática para evitar ter que reconhecer e responder a uma acusação contida em um argumento – ao devolver ao acusador, o acusado não precisa responder à acusação.

Exemplo: Nicole identificou que Ana cometeu uma falácia lógica, mas, em vez de retificar o seu argumento, Ana acusou Nicole de ter cometido uma falácia anteriormente no debate.

Exemplo 2: O político Aníbal Zé das Couves foi acusado pelo seu oponente de ter desviado dinheiro público na construção de um hospital. Aníbal não responde a acusação diretamente e devolve insinuando que seu oponente também já aprovou licitações irregulares em seu mandato.

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8. Incredulidade pessoal

Você considera algo difícil de entender, ou não sabe como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.

Assuntos complexos como evolução biológica através de seleção natural exigem alguma medida de entendimento sobre como elas funcionam antes que alguém possa entendê-los adequadamente; esta falácia é geralmente usada no lugar desse entendimento.

Exemplo: Henrique desenhou um peixe e um humano em um papel e, com desdém efusivo, perguntou a Ricardo se ele realmente pensava que nós somos babacas o bastante para acreditar que um peixe acabou evoluindo até a forma humana através de, sei lá, um monte de coisas aleatórias acontecendo com o passar dos tempos.

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9. Alegação especial

Você altera as regras ou abre uma exceção quando sua afirmação é exposta como falsa.

Humanos são criaturas engraçadas, com uma aversão boba a estarem errados.

Em vez de aproveitar os benefícios de poder mudar de ideia graças a um novo entendimento, muitos inventarão modos de se agarrar a velhas crenças. Uma das maneiras mais comuns que as pessoas fazem isso é pós-racionalizar um motivo explicando o porquê aquilo no qual elas acreditavam ser verdade deve continuar sendo verdade.

É geralmente bem fácil encontrar um motivo para acreditar em algo que nos favorece, e é necessária uma boa dose de integridade e honestidade genuína consigo mesmo para examinar nossas próprias crenças e motivações sem cair na armadilha da auto-justificação.

Exemplo: Eduardo afirma ser vidente, mas quando as suas “habilidades” foram testadas em condições científicas apropriadas, elas magicamente desapareceram. Ele explicou, então, que elas só funcionam para quem tem fé nelas.

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10. Pergunta carregada

Você faz uma pergunta que tem uma afirmação embutida, de modo que ela não pode ser respondida sem uma certa admissão de culpa.

Falácias desse tipo são particularmente eficientes em descarrilar discussões racionais, graças à sua natureza inflamatória – o receptor da pergunta carregada é compelido a se justificar e pode parecer abalado ou na defensiva. Esta falácia não apenas é um apelo à emoção, mas também reformata a discussão de forma enganosa.

Exemplo: Graça e Helena estavam interessadas no mesmo homem. Um dia, enquanto ele estava sentado próximo suficiente a elas para ouvir, Graça pergunta em tom de acusação: “como anda a sua reabilitação das drogas, Helena?”

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11. Ônus da prova

Você espera que outra pessoa prove que você está errado, em vez de você mesmo provar que está certo.

O ônus (obrigação) da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação. A impossibilidade, ou falta de intenção, de provar errada uma afirmação não a torna válida, nem dá a ela nenhuma credibilidade.

No entanto, é importante estabelecer que nunca podemos ter certeza de qualquer coisa, portanto devemos valorizar cada afirmação de acordo com as provas disponíveis. Tirar a importância de um argumento só porque ele apresenta um fato que não foi provado sem sombra de dúvidas também é um argumento falacioso.

Exemplo: Beltrano declara que uma chaleira está, nesse exato momento, orbitando o Sol entre a Terra e Marte e que, como ninguém pode provar que ele está errado, a sua afirmação é verdadeira.

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12. Ambiguidade

Você usa duplo sentido ou linguagem ambígua para apresentar a sua verdade de modo enganoso.

Políticos frequentemente são culpados de usar ambiguidade em seus discursos, para depois, se forem questionados, poderem dizer que não estavam tecnicamente mentindo. Isso é qualificado como uma falácia, pois é intrinsecamente enganoso.

Exemplo: Em um julgamento, o advogado concorda que o crime foi desumano. Logo, tenta convencer o júri de que o seu cliente não é humano por ter cometido tal crime, e não deve ser julgado como um humano normal.

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13. Falácia do apostador

Você diz que “sequências” acontecem em fenômenos estatisticamente independentes, como rolagem de dados ou números que caem em uma roleta.

Esta falácia de aceitação comum é provavelmente o motivo da criação da grande e luminosa cidade no meio de um deserto americano chamada Las Vegas.

Apesar da probabilidade geral de uma grande sequência do resultado desejado ser realmente baixa, cada lance do dado é, em si mesmo, inteiramente independente do anterior. Apesar de haver uma chance baixíssima de um cara-ou-coroa dar cara 20 vezes seguidas, a chance de dar cara em cada uma das vezes é e sempre será de 50%, independente de todos os lances anteriores ou futuros.

Exemplo: Uma roleta deu número vermelho seis vezes em sequência, então Gregório teve quase certeza que o próximo número seria preto. Sofrendo uma forma econômica de seleção natural, ele logo foi separado de suas economias.

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14. Ad populum

Você apela para a popularidade de um fato, no sentido de que muitas pessoas fazem/concordam com aquilo, como uma tentativa de validação dele.

A falha nesse argumento é que a popularidade de uma ideia não tem absolutamente nenhuma relação com a sua validade. Se houvesse, a Terra teria se feito plana por muitos séculos, pelo simples fato de que todos acreditavam que ela era assim.

Exemplo: Luciano, bêbado, apontou um dedo para Jão e perguntou como é que tantas pessoas acreditam em duendes se eles são só uma superstição antiga e boba. Jão, por sua vez, já havia tomado mais Guinness do que deveria e afirmou que já que tantas pessoas acreditam, a probabilidade de duendes de fato existirem é grande.

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15. Apelo à autoridade

Você usa a sua posição como figura ou instituição de autoridade no lugar de um argumento válido. (A popular “carteirada”.)

É importante mencionar que, no que diz respeito a esta falácia, as autoridades de cada campo podem muito bem ter argumentos válidos, e que não se deve desconsiderar a experiência e expertise do outro.

Para formar um argumento, no entanto, deve-se defender seus próprios méritos, ou seja, deve-se saber por que a pessoa em posição de autoridade tem aquela posição. No entanto, é claro, é perfeitamente possível que a opinião de uma pessoa ou instituição de autoridade esteja errada; assim sendo, a autoridade de que tal pessoa ou instituição goza não tem nenhuma relação intrínseca com a veracidade e validade das suas colocações.

Exemplo: Impossibilitado de defender a sua posição de que a teoria evolutiva “não é real”, Roberto diz que ele conhece pessoalmente um cientista que também questiona a Evolução e cita uma de suas famosas falas.

Exemplo 2: Um professor de matemática se vê questionado de maneira insistente por um aluno especialmente chato. Lá pelas tantas, irritado após cometer um deslize em sua fala, o professor argumenta que tem mestrado pós-doutorado e isso é mais do que suficiente para o aluno confiar nele.

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16. Composição/Divisão

Você implica que uma parte de algo deve ser aplicada a todas, ou outras, partes daquilo.

Muitas vezes, quando algo é verdadeiro em parte, isso também se aplica ao todo, mas é crucial saber se existe evidência de que este é mesmo o caso.

Já que observamos consistência nas coisas, o nosso pensamento pode se tornar enviesado de modo que presumimos consistência e padrões onde eles não existem.

Exemplo: Daniel era uma criança precoce com uma predileção por pensamento lógico. Ele sabia que átomos são invisíveis, então logo concluiu que ele, por ser feito de átomos, também era invisível. Nunca foi vitorioso em uma partida de esconde-esconde.

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17. Nenhum escocês de verdade…

Você faz o que pode ser chamado de apelo à pureza como forma de rejeitar críticas relevantes ou falhas no seu argumento.

Nesta forma de argumentação falha, a crença de alguém é tornada infalsificável porque, independente de quão convincente seja a evidência apresentada, a pessoa simplesmente move a situação de modo que a evidência supostamente não se aplique a um suposto “verdadeiro” exemplo. Esse tipo de pós-racionalização é um modo de evitar críticas válidas ao argumento de alguém.

Exemplo: Angus declara que escoceses não colocam açúcar no mingau, ao que Lachlan aponta que ele é um escocês e põe açúcar no mingau. Furioso, como um “escocês de verdade”, Angus berra que nenhum escocês de verdade põe açúcar no seu mingau.

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18. Genética

Você julga algo como bom ou ruim tendo por base a sua origem.

Esta falácia evita o argumento ao levar o foco às origens de algo ou alguém. É similar à falácia ad hominem no sentido de que ela usa percepções negativas já existentes para fazer com que o argumento de alguém pareça ruim, sem de fato dissecar a falta de mérito do argumento em si.

Exemplo: Acusado no Jornal Nacional de corrupção e aceitação de propina, o senador disse que devemos ter muito cuidado com o que ouvimos na mídia, já que todos sabemos como ela pode não ser confiável.

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19. Preto-ou-branco

Você apresenta dois estados alternativos como sendo as únicas possibilidades, quando de fato existem outras.

Também conhecida como falso dilema, esta tática aparenta estar formando um argumento lógico, mas sob análise mais cuidadosa fica evidente que há mais possibilidades além das duas apresentadas.

O pensamento binário da falácia preto-ou-branco não leva em conta as múltiplas variáveis, condições e contextos em que existiriam mais do que as duas possibilidades apresentadas. Ele molda o argumento de forma enganosa e obscurece o debate racional e honesto.

Exemplo: Ao discursar sobre o seu plano para fundamentalmente prejudicar os direitos do cidadão, o Líder Supremo falou ao povo que ou eles estão do lado dos direitos do cidadão ou contra os direitos.

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20. Tornando a questão supostamente óbvia

Você apresenta um argumento circular no qual a conclusão foi incluída na premissa.

Este argumento logicamente incoerente geralmente surge em situações onde as pessoas têm crenças bastante enraizadas, e por isso consideradas verdades absolutas em suas mentes. Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas.

Exemplo: A Palavra do Grande Zorbo é perfeita e infalível. Nós sabemos disso porque diz aqui no Grande e Infalível Livro das Melhores e Mais Infalíveis Coisas do Zorbo Que São Definitivamente Verdadeiras e Não Devem Nunca Serem Questionadas.

Exemplo 2: O plano estratégico de marketing é o melhor possível, foi assinado pelo Diretor Bam-bam-bam.

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21. Apelo à natureza

Você argumenta que só porque algo é “natural”, aquilo é válido, justificado, inevitável ou ideal.

Só porque algo é natural, não significa que é bom. Assassinato, por exemplo, é bem natural, e mesmo assim a maioria de nós concorda que não é lá uma coisa muito legal de você sair fazendo por aí. A sua “naturalidade” não constitui nenhum tipo de justificativa.

Exemplo: O curandeiro chegou ao vilarejo com a sua carroça cheia de remédios completamente naturais, incluindo garrafas de água pura muito especial. Ele disse que é natural as pessoas terem cuidado e desconfiarem de remédios “artificiais”, como antibióticos.

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22. Anedótica

Você usa uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.

Geralmente é bem mais fácil para as pessoas simplesmente acreditarem no testemunho de alguém do que entender dados complexos e variações dentro de um continuum.

Medidas quantitativas científicas são quase sempre mais precisas do que percepções e experiências pessoais, mas a nossa inclinação é acreditar naquilo que nos é tangível, e/ou na palavra de alguém em quem confiamos, em vez de em uma realidade estatística mais “abstrata”.

Exemplo: José disse que o seu avô fumava, tipo, 30 cigarros por dia e viveu até os 97 anos — então não acredite nessas meta análises que você lê sobre estudos metodicamente corretos provando relações causais entre cigarros e expectativa de vida.

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23. O atirador do Texas

Você escolhe muito bem um padrão ou grupo específico de dados que sirva para provar o seu argumento sem ser representativo do todo.

Esta falácia de “falsa causa” ganha seu nome partindo do exemplo de um atirador disparando aleatoriamente contra a parede de um galpão, e, na sequência, pintando um alvo ao redor da área com o maior número de buracos, fazendo parecer que ele tem ótima pontaria.

Grupos específicos de dados como esse aparecem naturalmente, e de maneira imprevisível, mas não necessariamente indicam que há uma relação causal.

Exemplo: Os fabricantes do bebida gaseificada Cocaçúcar apontam pesquisas que mostram que, dos cinco países onde a Cocaçúcar é mais vendida, três estão na lista dos dez países mais saudáveis do mundo, logo, Cocaçúcar é saudável.

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24. Meio-termo

Você declara que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.

Em muitos casos, a verdade realmente se encontra entre dois pontos extremos, mas isso pode enviezar nosso pensamento: às vezes uma coisa simplesmente não é verdadeira, e um meio termo dela também não é verdadeiro. O meio do caminho entre uma verdade e uma mentira continua sendo uma mentira.

Exemplo: Mariana disse que a vacinação causou autismo em algumas crianças, mas o seu estudado amigo Calebe disse que essa afirmação já foi derrubada como falsa, com provas. Uma amiga em comum, a Alice, ofereceu um meio-termo: talvez as vacinas causem um pouco de autismo, mas não muito.

Fonte: Link

O Preconceito e o Efeito Sombra

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Em termos gerais, a sombra pode ser definida como a “representação de alguns aspectos inconscientes da personalidade” (Von Franz, 2002). Ela representa, simbolicamente, aspectos conflitivos e que negligenciamos em nós mesmos, ainda que a fonte do incômodo esteja aparentemente fora.    

Segundo Chopra (2012):

(…) a sombra é a pessoa que preferiríamos não ser. A sombra pode ser vista em alguém da família a quem mais julgamos, no funcionário público a quem condenamos, na celebridade que nos faz menear a cabeça de desgosto. Se compreendermos isso corretamente, chegamos à surpreendente percepção de que a sombra é tudo o que nos irrita, horroriza ou descontenta em relação às pessoas ou a nós mesmos. (p. 106).

No preconceito, a pessoa projeta no outro a causa de sua frustração ou mal-estar. O preconceito é uma forma de expressão da sombra.

Essa projeção é um falso estado de autoaceitação criado com base em “Eu estou bem, mas você não está por ser quem é ou ter tais características”. Já a verdadeira autoaceitação se estende a outras pessoas: quando você está bem consigo mesmo, não há motivo para determinar que o outro é que não está bem ou não ser suficientemente bom.

Ter pré-conceito (conceito prévio) às vezes é inevitável, mas torná-lo um preconceito (discriminatório) é opcional.

O problema não é ter preconceitos. O problema é não fazer nada para compreendê-los e superá-los. Tudo aquilo que negamos nos domina (efeito sombra). Exemplos não faltam: muitos dos que negam ter uma patologia orgânica adoecem mais rápido, justamente pela recusa do tratamento e consequente evolução da doença; os que negam ter um problema moral podem piorar suas condutas imorais, porque não acham que estejam errados; todos aqueles que negam ter preconceitos tornam-se mais preconceituosos e intolerantes por sustentarem um posicionamento rígido e imutável.

No livro ‘A Arte da Guerra, Sun Tzu (2008)’ sugere que “para conhecer seu inimigo, você tem de se tornar seu próprio inimigo”. Nesse caso, o inimigo geralmente é um impulso vindo de dentro de nós mesmos, que não conseguimos compreender, e com o qual não sabemos lidar.

O primeiro passo, e talvez o mais difícil para iniciar alguma mudança, é aceitar a realidade de não ser tão bom quanto se achava, é aceitar o fato de ter defeitos e admitir os erros, mas não apenas isso, primordialmente reconhecer as próprias qualidades e virtudes que vão ajudar a superar tais limites internos. A partir daí não há limites para melhorias e autossuperações, pois o maior obstáculo foi derrubado: o medo da mudança, ou o medo de reciclar a velha versão de si mesmo.

Tudo na natureza evolui constantemente; o homem não deve ficar de fora deste progresso.

“Acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser.” Allan Watts

O preço por se admitir uma dificuldade íntima, tal como o preconceito, envolve ter na consciência a responsabilidade de poder mudá-lo. Talvez este seja o principal motivo onde muitos tendem mais a culpar e se queixar ao invés de oferecer a própria melhoria como exemplo de transformação que tanto almejam. Culpabilizar o outro deixa de ter sentido quando assumimos a responsabilidade sobre nossos pensamentos e emoções não compreendidas ou mal trabalhadas.

“O autoconhecimento exige coragem o tempo todo.” 

(VIEIRA, 2012, pg.14)

Felizmente a sombra pode (e deve) ser compreendida e lapidada. Isso é possível quando a submetemos à “luz” da Consciência. Todos nós temos o desafio de fazer as pazes com nossa sombra, só assim poderemos superá-la, caso contrário, ficaremos projetando-a nos outros, tal como um espelho refletindo, de alguma maneira, aspectos ainda não trabalhamos em nós mesmos.

Trabalhar dificuldades internas em si mesmo não é apenas uma opção do ponto de vista humano, é uma necessidade que gera como frutos ampliação dos direitos humanos e valorização da diversidade, em prol de uma sociedade mais pacífica, justa e equilibrada de se viver, já que a melhoria de uma pessoa repercute ao seu redor: um efeito dominó do bom exemplo real. Quando alguém se eleva como ser humano mostra aos outros o quão grande eles podem também se tornar. Feliz ou infelizmente o oposto também é válido.

Somos seres duais, mas diferentemente dos animais temos a vontade e racionalidade para fazermos nossas escolhas – que sejam para amadurecermos cada vez mais nossa consciência e caráter. É essencial almejarmos uma melhor versão de nós mesmos. Não subestimemos o poder do auto-aprimoramento pessoal; tal como uma gota d’água no oceano: sempre conta e sempre soma.

Sr. Evoluciente

Dê o Primeiro Passo…

Às vezes quando queremos algo e temos medo ou preguiça, usamos as desculpas mais conhecidas para justificar o porquê de não cuidarmos bem do nosso dinheiro ou até participar de uma maratona. Maratona? É, maratona! E por que não? Damos as mesmas desculpas: “não tenho tempo”, “não tenho dinheiro” … Dê o primeiro passo. É o mais importante, sem começar não chegamos a lugar algum. Não importa a forma, a performance será melhorada durante os treinos.

Quando temos o motivo, a meta, o objetivo, o trabalho a ser realizado, o alvo, seja lá o que for, as coisas acontecem pela energia movida por um motivo. Isso é Física e não um milagre! É uma força interior colocada em prática o desejo e a vontade. Pessoas motivadas alcançam todos os seus objetivos. Sabemos da necessidade de cuidarmos da nossa saúde, mas falta disciplina para isso.

A mesma motivação serve também para os iniciantes na corrida. Para isso, comece com uma caminhada de 30 minutos em dias alternados, depois vá aumentando aos poucos. O corpo se adapta, mas os obstáculos são muitos. Uma manhã mais fria ou o cansaço farão você pensar duas vezes na hora de levantar da cama.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), precisamos realizar no mínimo 30 minutos de atividade física, por cinco dias da semana. Falo da corrida por tê-la inserido em minha vida. No início estava fora de forma e sedentário, hoje participo de maratonas. Se eu consegui, qualquer pessoa consegue.

Corrida é um esporte de superação e traz uma série de benefícios, além de emagrecer, o combate de doenças, aumenta a autoestima, melhora seu condicionamento físico e força, e o melhor de tudo, é democrática. É preciso paciência e motivação. Encontre sua própria maneira de correr, aumente sua performance e não se esqueça de se manter saudável.

Precisamos nos habituar a estabelecer metas e desafios e desejar alcança-los. Mais que isso, é preciso crer que somos capazes de realizá-los. Sem isso, qualquer esforço parece imenso. Qualquer obstáculo, por menos que seja, torna-se insuportável. Cada um de nós vale pelo tamanho de seus sonhos e pela capacidade de transformá-los em realidade. É uma decisão pessoal.

por Marcelo Mirabelli

A Dignidade de Servir

Servir, ajudar, ser gentil e delicado sem esperar nada em troca é algo que deveria ser parte integrante de nós.

Open door

“A humanidade precisa de mais pessoas para abrir portas porque há gente demais puxando tapetes.”

Quando meu amigo Juliano desembarcou no aeroporto internacional da Cidade do México, onde passaria um tempo na filial da empresa em que trabalhava, sabia que tinha muito o que aprender sobre os costumes locais. Juliano era experiente, já havia morado na Itália e nos Estados Unidos, mas estava especialmente excitado com os mexicanos, que têm fama de hospitaleiros. Só não esperava a variedade de emoções que experimentou na terra dos mariachis.

Ainda no aeroporto começaram os aprendizados. Quando foi ajudado por um funcionário com suas bagagens, agradeceu a gentileza. “Gracias” – disse. E ouviu como resposta: “Para servirle a usted, señor”. “Para servi-lo”, em vez de “de nada” ou, como dizem os americanos, “você é bem-vindo” ou “sem problema”.

“Faz sentido, trata-se de um funcionário” – pensou, “está aqui para servir aos que chegam a seu país”. Entretanto, à medida que os dias passavam, ele se deu conta de que era assim que qualquer pessoa respondia a uma manifestação de agradecimento. “Para servirle” é o “de nada” dos mexicanos. Entre tantos, este foi um dos traços culturais que mais encantaram meu amigo naquele país – a disponibilidade para servir ao semelhante. E não se tratava de uma postura serviçal, e sim de um posicionamento ético. Afinal, é para isso que todos existimos, para coexistir, o que inclui servir.

Somos extremamente frágeis perante a natureza. Só nos tornamos fortes em conjunto, por meio da colaboração, da ajuda mútua, da complementaridade das competências, da soma dos saberes e, claro, da disposição para servir ao outro. Mais do que um atributo cultural, o servir é um determinismo genético, que pode, claro, ser incorporado e ampliado ou negado e diminuído, a depender da educação e do caráter de cada um.

O servir no trabalho

Há uma visão clássica da economia que a divide em três setores: o primário, responsável pela produção de bens naturais; o secundário, que é quem faz as transformações industriais; e o terciário, que entrega os produtos aos consumidores. Resumindo, falamos em agropecuária, indústria e serviços. O primeiro depende de terra, o segundo de máquinas e o terceiro de gente. Essa divisão não está errada, mas é simplista. A começar pelo fato de que todos os setores dependem das pessoas. Tudo o que existe foi feito por alguém para alguém.

Além disso, na busca de conquistar o cliente, as empresas tratam de entender o consumidor, seus hábitos, necessidades e desejos para servi-lo bem e assim obter sua fidelização.

Saber servir virou vantagem competitiva para todos os setores, imagine então o que significa para o setor chamado “do serviço”, como o comércio, gastronomia, educação, saúde e transporte. Para esses, não é vantagem competitiva, é função vital.

Empresas dispostas a servir, independente do setor a que pertençam, demonstram isso em sua cultura e no comportamento de seus funcionários. Aliás, as pessoas também são assim. Quem tem sempre presente a disposição para servir aos demais, sendo útil a seus amigos, familiares, estranhos, funcionários, chefes ou clientes, costuma apresentar algumas qualidades de personalidade que lhe são naturais ou que foram desenvolvidas durante sua educação.

O ato de servir aos outros a qualquer momento em que isso seja necessário pertence ao campo do comportamento, e não só da competência. Notamos com clareza as pessoas disponíveis e generosas. Elas são mais visíveis que as demais porque irradiam uma espécie de luz que as distingue e as enaltece.

Há profissões cuja especialidade é servir, como os garçons, vendedores, e há aquelas cujas competências são outras, como calcular, operar máquinas. Entretanto, em todos encontramos a disposição para servir. Para os primeiros, seria uma obrigação, o que não garante que todos a tenham, nem que os segundos não possam tê-la. Quem nunca foi atendido por um garçom mal-humorado?

Felizmente existe a contrapartida. Quase todos nos lembramos de alguém a quem pedimos uma informação e que só faltou nos levar até o local. São pessoas assim que nos fazem acreditar na humanidade em tempos de tanta violência moral. E esses são os que têm, como consequência natural, mais sucesso em suas carreiras.

O servir na vida

Vejo que há dois tipos de pessoas com disposição para servir aos outros: os serviçais, que servem por profissão, e os humanistas, por convicção. E quem serve por profissão e por convicção pode ser chamado de líder, independente de estar ou não ocupando uma posição de comando. Acontece que quem age assim está liderando uma mudança, a começar pela postura de quem está sendo servido, e, a seguir, pelo mundo, que está ficando melhor por sua causa.

Recentemente tive uma reunião com o presidente de uma grande empresa. Após me identificar, fui conduzido até uma sala de reuniões. Depois de alguns minutos, chega o presidente, um homem alto, com semblante sereno, de ascendência oriental. Em seguida aos cumprimentos de praxe, a pergunta também de praxe: “Toma um café?”, perguntou ele. “Sim, claro” – aceitei, esperando que ele, na sequência, ligasse para a secretaria transferindo o pedido. Para minha surpresa, ele saiu da sala e voltou com uma pequena xícara em suas mãos, dizendo algo como “espero que esteja bom”. O ceo me serviu o café! Imagine como transcorreu a reunião.

Você pode estar pensando que não há nada de mais nesse ato, mas posso garantir que ele, definitivamente, não é comum. O normal seria que o café fosse servido por uma copeira. Com o tempo fui percebendo que, naquela empresa, a simplicidade, a leveza das relações e o ato de servir faziam parte da cultura, e seu presidente, claro, tinha de dar o exemplo. E foi o que ele fez, sem afetação nem artificialidade. Para ele, servir era natural.

A essência de servir

E assim são tantas pessoas, felizmente. A todo instante, temos a chance de servir a alguém, facilitando sua vida e engrandecendo a nossa. Servir é, ou deveria ser, a essência do ser humano. Quem não cultiva o hábito não o faz por um entre três motivos: desatenção, desinteresse ou prepotência.

Os desatentos são os que conservam seus olhos em seus próprios umbigos. Não o fazem por mal, apenas não estão atentos ao seu entorno. É aquela pessoa que entra no elevador e solta a porta sem se dar conta de que você está chegando. Ele poderia segurar a porta por um instante e evitar que você tivesse de esperar o elevador voltar. Mas ele não se deu conta…

Os desinteressados talvez se deem conta, mas não têm o menor interesse em colaborar, a não ser que vejam alguma vantagem nisso. Trata-se de uma atitude egoísta. Seu slogan poderia ser: “O que eu ganho com isso?”. Aquele jovem que oferece carona à colega só porque está interessado nela, ou o funcionário que se oferece para ajudar o chefe, mas não o colega, afinal, esse não pode promovê-lo.

E há ainda os prepotentes, aqueles que têm convicção de que são superiores aos demais e que nunca precisarão de ninguém. Você conhece o tipo. Ele tem certeza de que nasceu para ser servido e não para servir. “Que audácia, veja só!”, respondem quando alguém lhe pede para colaborar.

Mas eles não são a maioria. Ainda vejo, em minha cidade, nas ruas, no trabalho, uma legião de pessoas dignas do nome. Não são serviçais nem subservientes, são os membros ativos da sociedade, aqueles responsáveis por podermos chamar a humanidade de civilização. O que nos torna verdadeiramente humanos não é a anatomo-fisiologia, e sim a sociobiologia.

O ato de servir não tem relação com profissão, função, classe social, sexo ou idade. Tem a ver com disposição, qualidade moral, elevação espiritual. Não há nada de subserviência em servir. Servir engrandece.

Fonte: Revista Vida Simples. 138 ed., São Paulo: Abril,  2013.

Análise do Holopensene Residencial

Residência

O fato de não pensar mal de você ou das outras pessoas, já é um primeiro passo para a higienização de nossa moradia.

Introdução. A primeira moradia da conscin nessa dimensão é o seu corpo físico, a segunda é a sua casa. A residência é a extensão pensênica dos seus moradores, incluindo as consciências extrafísicas. Deixamos muitas das nossas máscaras sociais, quando entramos na nossa casa. Como cada consciência é complexa e única, também as energias dos ambientes são ímpares.

Para a conscin preocupada com o autoconhecimento, com a policarmalidade, com o cumprimento de seus objetivos existenciais; a sua residência é uma embaixada assistencial. Um exemplo ilustrativo é o projetor lúcido que deixa seu corpo em repouso durante uma exoprojeção. O texto propõe a análise das energias predominantes em nossa moradia e destaca alguns aspectos visando a reciclagem e aperfeiçoamento dessa embaixada multidimensional.

Padrão energético. Na correria do dia a dia, dificilmente temos tempo para a identificação do nosso padrão energético. Imagine então a observação do holopensene residencial.

Somos influenciados pelos holopensenes de todos os ambientes frequentados por nós, incluindo nossa casa. Passamos grande parte de nossa vida humana em nossas residências e é fundamental sabermos interagir sadiamente com as energias e consciências deste ambiente.

Existem dois megapensenes trivocabulares bastante ilustrativos sobre o holopensene residencial:

  • Há casa agradável.
  • Há casa desagradável.

Questionamentos. Através das respostas às perguntas a seguir, busque informações do seu holopensene residencial e crie estratégias para melhorá-lo. O recomendado é fazer anotação escrita das ponderações.

  1. Cada um dos aposentos de uma residência possui um holopensene diferenciado dos demais cômodos. Você gosta mais de qual desses ambientes?
  2. Como são os padrões energéticos das visitas em sua casa (conscins e consciexes)?
  3. Durante o banho diário, você trabalha também suas bioenergias promovendo uma limpeza holossomática?
  4. Em qual cômodo da sua residência é o seu local de poder?
  5. Existe algum aposento no qual você não se sente à vontade. Por quê?
  6. Faz a leitura energética dos aposentos do seu lar? Além da blindagem da alcova, você realiza       mobilizações energéticas visando a higienização do ambiente?
  7. Faz faxina periodicamente? Acumula roupas para lavar ou passar? A pia está cheia de louça suja?
  8. Na sua residência há animais? Como eles são tratados? Passam por alguma carência?
  9. Na sua residência há plantas? Você dá a elas os cuidados mínimos necessários? A fitoconvivialidade ajuda a manter os ambientes mais hígidos.
  10. Qual dos cômodos agiliza mais o seu processo evolutivo? Por quê?
  11. Qual foi a última vez que você promoveu alguma modificação na sua residência? Por exemplo, pintou ou trocou objetos decorativos, comprou móveis novos ou trocou os atuais de lugar?
  12. Se você é praticante da tenepes, qual a preparação e cuidados com o habitat tenepessista antes e depois das sessões diárias?
  13. Você acumula objetos sem utilidade (bagulhos energéticos) em sua casa?
  14. Você mora sozinho? Se não, como essas consciências atuam holopensenicamente em sua casa?
  15. Você promove a organização dos cômodos de sua residência? Por exemplo, não deixando comida largada na cozinha ou roupas e toalhas atiradas no chão.
  16. Você sofre demasiada influência dos aposentos de sua casa? Por exemplo, ao entrar na sala de visitas não resiste a ligar a televisão?
  17. Você tem conhecimento de que suas atividades em sua residência ajudam a manter ou alterar o seu holopensene doméstico? Por exemplo, as músicas que escutamos, os programas de TV que assistimos, interferem muito nesse holopensene?
  18. Você tem o hábito de antes de entrar em sua casa fazer um estado vibracional? E antes de sair?
  19. Você tem o hábito de ler? As leituras que realiza visam deixar o holopensene do local mais saudável?
  20. Você utiliza alguma técnica de saturação mental na sua casa? Fotografias, livros sobre Projeciologia espalhados estrategicamente, podem ajudar a aumentar a lucides do projetor.
  21. Você utiliza corretamente cada cômodo? Por exemplo, você se alimenta na copa/cozinha ou também tem mania de comer em outros aposentos?

Estratégias de atuação. Sempre existem aspectos que podem ser aprimorados, reciclados e renovados. A partir das respostas obtidas, trace algumas para visar a melhoria do holopensene do seu domicílio estipulando estratégias e prazos.

Segue um exemplo didático, visando ajudá-lo nessa tarefa:

Problema detectado: acúmulo de objetos sem usos, ocupando espaço e estagnando o holopensene domiciliar.

Meta: não ajuntar objetos sem utilidade em casa, melhorando a funcionalidade do ambiente.

Estratégias: Fazer um inventário dos objetos da residência; descartar os objetos sem utilidade; criar o hábito de cada objeto que for substituído por um novo, livrar-se do antigo. Por exemplo, comprei um abridor de garrafas e joguei o velho fora.

Prazos. Utilizar uma agenda pessoa, para criar espaço para as atividades a serem feitas. Em seis meses, ter este posicionamento já consolidado como um hábito.

Conclusão. Espero com esse texto ter contribuído para ajudar o leitor a questionar a realizar a análise do seu holopensene residencial, utilizando-o como um agente catalisador do rendimento evolutivo. Evoluir impõe desafios à conscin motivada. Sua casa é seu castelo.

 

Referências bibliográficas:

  1. Vieira,Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; Rio de Janeiro, RJ; IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia; 1994.
  1. Idem. 200 Teáticas da Conscienciologia: especialidades e subcampos; Rio de Janeiro, RJ: Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia; 1997.

Fonte

Quebrando o tabu do autodidatismo

Para tornar-se um autodidata, você precisa aprender duas coisas: como estudar de modo eficiente e como garantir que você realmente aprenda

Informação, hoje é algo que existe de sobra, mas, ainda assim, as pessoas ainda não se sentem confortáveis ao falar de autodidatismo ou de se apresentarem como autodidatas. Existe certo estigma social com os autodidatas, as pessoas tratam autodidatismo como se essa fosse uma condição rara, que atribui apenas a alguns seres humanos o poder de “aprender as coisas sozinhos” – e isso é uma bobagem.

Tudo que você aprende é por conta própria, independente se você fez o melhor curso da cidade. Não importa a situação, é você quem estuda para alcançar seu objetivo, – a diferença é que quando você faz isso em cursos, a responsabilidade do resultado e do aprendizado são transferidas para terceiros, desse modo, você fica livre do resultado e das possíveis pressões.

É aí que aparece uma das primeiras vantagens do autodidata: ele assume a responsabilidade do aprendizado e tende a não se engajar em atividades que apenas sinalizam aprendizado – como, por exemplo, ir para a sala de aula e não prestar atenção no que está sendo dito. Porém, isso não quer dizer que o autodidata não possa fazer uso de professores e tutores para auxiliar na jornada. É completamente diferente você contratar um tutor para te auxiliar em certos pontos do assunto e contratar alguém para te ensinar tudo, passando toda a responsabilidade para ele.

Agora, para tornar-se um autodidata, você precisa aprender duas coisas: como estudar de modo eficiente e como garantir que você realmente aprenda. Uma das principais orientações a seguir é desenvolver hábitos e rotinas de sucesso.

Normalmente somos ruins em criar hábitos de modo consciente ou em acreditar que novos hábitos serão desenvolvidos apenas com base na “força de vontade”. É preciso mais do que isso. É preciso identificar sua rotina, afinal, ao ser exposto à mesma rotina várias vezes, nós aprendemos como realizar aquela atividade – e não precisamos mais prestar atenção consciente para aquilo, podemos “desligar” a atenção. Identifique o que você quer fazer assim como o melhor momento para fazer isso – pode ser logo após acordar, à noite, à tarde, etc., o importante é você se livrar das barreiras no momento de começar a executar a rotina.

Outra solução importante é ter um plano caso as coisas não saiam exatamente como o planejado. Já foi comprovado que planejar com antecedência as possíveis adversidades tem um efeito significativo no sucesso da formação de hábitos. Ou seja, se você quer ter sucesso formando hábitos, planeje sua falha.

Após criar hábitos de maneira eficiente, a melhor maneira de garantir que você consiga o que deseja é criando um passo a passo, afinal, é muito mais fácil desenvolver um sistema que você possa executar todo dia para tratar desses afazeres, algo que você faça sem nem precisar pensar a respeito. Assim como um programador de computador desenvolve um sistema para resolver seus problemas, você desenvolve um sistema para resolver certo conjunto de ações dependentes dos mesmos fatores.

Para o autodidatismo realmente funcionar também são necessárias atitudes usadas para qualquer estudo bem sucedido: um lugar isolado, tranquilo e bem ventilado, um bom material de apoio, expectativas reais e, é claro, concentração, dedicação e vontade de aprender.

Paulo Ribeiro é autor do livro “Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciência Para Aprender Mais e Melhor”.

 Fonte

10 Dicas para Otimizar a COSMOÉTICA

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Quem almeja utilizar essa existência como ferramenta evolutiva, maximizando todas as potencialidades, é imprescindível o investimento na cosmoética. De que adianta o desenvolvimento projetivo, bioenergético, conscienciométrico ou algum outro ponto se o nível cosmoético permanecer precário ou mesmo inalterado? Segue abaixo algumas dicas resumidas e introdutórias sobre vários aspectos da cosmoeticidade básica ou primordial. A primeira cosmoética evolutiva é ser menos doente.

 1. Pare de ficar se justificando. Há quem não consiga fazer relação entre as justificativas e as autocorrupções. Se o padrão pessoal é “explicar” e “justificar” continuamente suas ações é porque, geralmente, são mecanismos de autossabotagem de quem tenta, inutilmente, convencer primeiramente a si mesmo. Deixe de dar explicações sobre os seus atos e abra mão de querer ser aceito por todos. Entretanto, revise suas posturas e intenções mais profundas, sozinho e de modo sincero, para entender suas expressões emocionais. Porque tenho que ficar comprovando minha cosmoética?

 2. Avalie-se quanto aos mata-burros da sociedade. Os mata-burros da socin ou dificuldades sociais mais sérias se resumem no trinômio sexo-dinheiro-poder. Há indivíduos com problemas nos 3 itens enquanto outros, mais raros, não se “enrolam” em nenhum. Muitos enxergam dinheiro em tudo ou ignoram sua necessidade; outros só pensam em sexo e vivem insatisfeitos ou levam uma vida sexual inexistente; e há quem se perca nos meandros de ter algum poder ou no medo de ter alguma influência. Milhares de dificuldades ou distorções podem ocorrer nesse trinômio. Quais os maiores desajustes atuais, ou já superados, em relação aos mata-burros da socin?

 3. Coloque-se no lugar do amparador. Quando estiver em uma situação problemática ou delicada, coloque-se no lugar do amparador extrafísico e se pergunte: o que um amparador evoluído faria no meu lugar? Desse modo, procure uma percepção ou resposta diferente da habitual, ou seja, uma nova ótica ou novo prisma. Quando se busca esse tipo de empatia é até possível o acoplamento com amparadores que podem transmitir todo tipo de ideias, insights e inspirações pontuais. Os seres evoluídos estão mais preocupados na “solucionática” do que com a problemática.

 4. Aprenda a exercer a vigilância ininterrupta. Um hábito a favor da cosmoética plena é ter atenção contínua quanto às próprias emoções, pensamentos e atos diários. Entretanto, esse estado de lucidez permanente é bem diferente de rigidez ou alienação. Estar vigilante é um modo de manutenção do discernimento sem qualquer pressão ou autocensura constante. Quem avalia a qualidade de seus pensenes e se melhora gradualmente inevitavelmente alcançará a desperticidade. Você ainda sente algum prazer ou satisfação velada em pensar mal dos outros?

 5. Não tenha postura de revanche. Realizar uma revanche, dar o troco, descontar o ocorrido, fazer “justiça”, praticar vingança ou independentemente do termo, é à base de toda assedialidade. Esse traço é o materpensene do assediador e sem o mesmo as relações interconscienciais seriam completamente diferentes. Onde há esse tipo de intenção a cosmoética e os amparadores permanecem distantes. Nenhuma consciência evoluída fica perseguindo ou revidando em seres problemáticos. Na megafraternidade não existe espaço para “acerto de contas”. É possível evoluir aceleradamente sem abrir mão de retaliações tão rudimentares?

 6. Liste as irritações pessoais. Faça uma lista das coisas maiores e irrelevantes do cotidiano que o “tiram do sério”. Dessa forma, entenda a extensão e a profundidade das fissuras que o assediam e que, consequentemente, perturbam os demais. A irritabilidade é reação anticosmoética consigo mesmo, em primeiro lugar. O trânsito incomoda? A política te enraivece? Compreender os mecanismos pessoais é peça fundamental na conquista da pacificação íntima. O entendimento avançado sabe que o discernimento é poder escolher uma reação ao invés de outra. Nas situações de dificuldade, quais as emoções ou sentimentos que você se condicionou?

 7. Negocinho. Quem vive escolhendo o pior e se nivelando pela mediocridade, não tem autoridade moral para pedir ou exigir nada da multidimensionalidade. De que adianta receber muito quando tudo se joga fora? Abrir mão do chamado “negocinho” é o básico para se caminhar em direção da holomaturidade e da egocarmalidade sadia. Dessa forma, reflita se ainda existe esse tipo de comportamento e quais os ganhos secundários que emperram a mudança. Como os amparadores podem confiar em quem ainda se autoprejudica lucidamente?

 8. Elimine hábitos nocivos. Analise sua manifestação e veja se ainda existe algum hábito nocivo ou autodestrutivo que evidencie alguma anticosmoética grosseira. Isto é, faz parte do seu cardápio de intoxicação costumes como o cigarro, álcool e outras drogas? Importante salientar que na época atual em que vivemos o consumismo desnecessário, o sedentarismo e o hábito da pornografia também estão incluídos nesse tipo de nosografia (doença). Todo costume que piora nossa própria condição deve ser extirpada com urgência. Existe alguma conduta que o classifique como suicida lento?

 9. Faça uma listagem das autocorrupções. Faça uma listagem objetiva e real das suas fissuras já conhecidas e de pontos ainda não confirmados (hipóteses). Obviamente, a listagem é um mapa ou uma planilha para nortear suas reciclagens. Escrever suas imaturidades é apenas o primeiro posicionamento e com essas informações você não pode mais se enganar dizendo que “não sabia”. Se autocorromper é dispersar energias, amparadores e a própria programação existencial. Utilize essas informações como um recurso preventivo ou de profilaxia psicossomática. Qual a extensão das autocorrupções e o seu potencial autodestrutivo?

 10. Analise seus erros mentalsomaticamente. Quando cometer um erro, faça uma varredura de suas ações visando o entendimento concreto do que aconteceu. Todos nós temos o paradireito de errar enquanto ignorantes e inexperientes já que se tornam ferramentas para o amadurecimento íntimo. É inteligência evolutiva só se permitir errar por ignorância e nunca por má intenção. Os problemas começam na situação: “sei que é errado, mas…”.Avaliar os próprios erros, mesmo sentindo um “gosto amargo”, é fundamental ao crescimento tanto quanto o “doce sabor” dos grandes acertos.

 Do ponto de vista evolutivo, quanto maior o progresso e o desenvolvimento também maiores serão os novos patamares cosmoéticos. É a cosmoética que diferencia uma consciência elevada de um mero guia-cego, ou seja, alguém que até deseja ajudar só que sem saber como. A rigor, o Serenão é aquele que consegue “respirar” a cosmoética ininterruptamente. O amparador é aquele que percebe o potencial existente enquanto os demais só enxergam um caso perdido.

 – Sugestão de leitura: “Autenticidade Consciencial” – autoria de Tony Musskopf, publicado pela Editares (2012).

Esse texto traz apenas informações básicas.

Estude! Se aprofunde mais no assunto!

E não acredite em nada. Experimente!

 

Por Alexandre Pereira.

Fonte: Consciência Lúcida.

10 Dicas para Otimizar o DESASSÉDIO

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Quando se faz posicionamentos visando o desassédio pessoal, através da cisão de grupos patológicos afins, é comum que ocorra um aumento da pressão extrafísica feita pelas consciências doentias que ficam inconformadas com a mudança de postura. Ou seja, para um desassédio mais sério e trabalhoso ser eficiente, é necessário bancar as cobranças assediadoras, nessa fase de gargalo, que visam que o indivíduo volte atrás na sua decisão. Segue abaixo 10 dicas resumidas para ajudar nessa fase pós-desassédio:

 1. Aprenda a ignorar as queixas. Em um processo de desassédio são comuns as reivindicações, gritarias, queixas, acusações e reclamações gerais. Deixe essas pressões assediadoras entrarem por uma orelha e saírem pelo paraouvido. Maturidade também é saber ignorar sem alteração emocional. Não perca seu tempo argumentando ou discutindo frente a irracionalidade inamovível do assédio. Importante ressaltar a regra de nunca revidar, seja qual for a situação (megafraternidade).

 2. Seu microuniverso é impenetrável. Lembre-se que nada e nem ninguém poderá invadir e perturbar seu universo íntimo se for sua vontade real. A volição (vontade) é o maior poder de sua consciência e você pode manter-se isento por quanto tempo achar necessário. Em hipótese alguma transfira sua autonomia para as mãos de outra pessoa. Não importa o tamanho ou a influência assediadora: você tem a capacidade de se manter intocado e impermeável. Não existe um nível de pressão que seja insustentável.

 3. Aprenda com seus erros, sem culpa. Estar em uma situação de desassédio significa estar superando imaturidades, fragilidades ou fissuras. Não fique remoendo seus erros e o que você “devia” ter feito no passado: o desassédio está sendo feito agora. Estamos nessa série existencial (seriéxis) justamente para superar nossas deficiências. Use seus erros como trampolim evolutivo. Não se lamente do passado e apenas focalize aonde você quer chegar.Erros não são pecados, são aprendizados.

 4. Tenha paciência dobrada com familiares e pessoas próximas. Ao se posicionar em um desassédio profundo e muito sério, é comum amigos e familiares buscarem te irritar e incomoda-lo sem uma “razão aparente”. Isso é o efeito ricochete causado por consciências assediadoras que, por não conseguirem atingi-lo diretamente, usam da distração e da inocência de pessoas próximas para tentar perturba-lo. Não acuse nem fique ressentido com ninguém: apenas mantenha sua postura de harmonia e entenda que eles estão sendo usados sem perceberem a intrusão.

 5. Aumente suas posturas defensivas. Justamente nos momentos mais necessários, muitos acabam negligenciando ou “esquecendo” das manobras energéticas autodefensivas. Para otimizar o autodesassédio, nada melhor do que intensificar, o máximo dentro de suas potencialidades, os recursos energéticos: olve, estado vibracional, encapsulamentos, assepsias energéticas, entre outros. Cabe ressaltar que, entre as posturas defensivas, também tenha atenção redobrada no trânsito e evite atitudes de risco.

 6. Atenção total aos patopensenes. Quando a circunstância de um desassédio ainda está sendo sedimentada (gargalo) é preciso ter atenção máxima aos pensenes tóxicos, as ruminações mentais e as alterações repentinas de humor. A cosmoética sinaliza para não pensarmos mal de ninguém em momento algum, especialmente, quando há assediadores latentes e inconformados com sua perda de influência. Pensamentos inconvenientes devem ser ignorados e, se possível, reparados com trabalho energético.

 7. Mantenha a conexão com os amparadores. Em momentos de pressão extrafísica o contato com os amparadores é feito, principalmente, do ponto de vista da mentalsomática e da assistencialidade. Esqueça orações, pedidos e clamores. Dessa forma, o envolvimento ou a continuação de trabalhos de escrita, pesquisa e tarefas do esclarecimento são fundamentais até mesmo para a homeostase pessoal. Nenhum amparador pratica revanche ou vingança.

 8. Tenha sempre em mente suas metas. Nos momentos de dificuldade, lembre-se de onde você quer chegar e das suas metas que exigem renovação. Visualize suas autossuperações e siga em frente. Nenhum assediador, guia cego ou patopensene externo é capaz de desvia-lo do seu caminho. Com pacificação íntima, deixe de pensar no pior ou no que pode dar errado e focalize sua atenção no que pode dar certo com otimismo e sabedoria de quem sabe que a serenidade está a caminho.

 9. Utilize a técnica da alcova blindada. Se você já aplica a técnica, reforce-a. Para quem não está habituado, o procedimento consiste em fazer estados vibracionais (EV) e exteriorizações energéticas no quarto de dormir a fim de, com o tempo, tornar o ambiente blindado, isto é defendido de energias e consciências entrópicas. Naturalmente, esse recurso exige esforço e tem relação direta com a harmonia conjugal e sexual do casal. Você tem sua casa como um local energeticamente seguro?

 10. Faça atividades físicas e lúdicas. Dependendo do caso, pode ser importante diminuir a carga de trabalho e dar mais atenção a pequenos prazeres e atividades lúdicas com finalidade terapêutica, sem contar que a atividade física também desintoxica e oxigena o corpo físico. Esse tipo de recomendação, associado aos nove itens já listados, produz um efeito mais intenso ao relaxamento físico e holossomático. Exercício físico é importante e certa dose de endorfina só traz benefícios.

  Por Alexandre Pereira | Fonte

Atitudes que drenam energia

Atitudes que drenam energia

1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a autoestima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica “energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

(Autor Desconhecido)

Fonte

A virtude de aprender

ImageVocê gosta de aprender coisas novas, seja em uma sala de aula ou como autodidata (aquele que aprende sozinho sem professor)?”

Você sempre gostou da escola, de leitura, de museus? – existe oportunidade de aprender em toda parte.

Há campos do conhecimento em que você é o especialista?

Seu conhecimento é valorizado por aqueles que fazem parte do seu círculo social ou por um círculo mais amplo?

Você gosta de aprender sobre esses campos, mesmo quando não há incentivos externos para isso?

Estas são perguntas que o Dr. Martin Seligman faz em seu livro Florescer (2011, p. 264) sobre o gosto pela aprendizagem.

Aprender é uma virtude. 

Para mim, é uma das maiores virtudes depois do amor.

“APRENDER É A ÚNICA COISA QUE A MENTE NUNCA SE CANSA, NUNCA TEM MEDO E NUNCA SE ARREPENDE.”

 (Leonardo da Vinci)

“Vivendo e aprendendo”.

Sabe-se que saber é poder: o maior que existe, pois o conhecimento é um bem inalienável e crescente.

Os Dinossauros eram fortes, vorazes, independentes, mas fechados em si mesmos. Não se preocupavam em passar seu know-how para as gerações seguintes. Com isso, as conquistas morriam com cada um deles. E toda geração começava do zero até chegar à extinção. A espécie humana sendo muito mais frágil fisicamente, desprovida de asas, pelagens e garras, no entanto, evolutivamente falando, vem sendo muito mais forte, pois foi capaz de — através da linguagem oral e escrita — passar suas informações ou conhecimentos para a geração seguinte. Daí a sucessão de conquistas que a humanidade vem passando de maneira sempre progressiva.

[Uma pequena, mas importante digressão é necessária: Se isso é verdade, como ficam as Grandes Guerras e o Holocausto, o terrorismo, seriam conquistas? Não. Claro que não. São acidentes de percursos, provenientes de erros e abusos de poder de um grupo sobre outro. A filósofa política Hannah Arendt (1906-1975) em seu livro As Origens do Totalitarismo” (1951) elucida muito sobre este desvio de rota, a quem se interesse por grandes temas como política e economia e a lógica das nações.]

A curiosidade, a vontade de saber, a motivação (motivo que leva à ação) gera uma tensão interna capaz de impulsionar a pessoa ao prazer da descoberta, a famosa “Eureka”, ou “insight”.

A função do conhecimento, do saber, da semântica das palavras, seus significados é primordialmente resolver algum problema. 

Não há como resolver problemas, sem aprender nada de novo. Nosso corpo humano é o mesmo há milhares de anos.

Nosso cérebro é primitivo, por isso responde ao estresse e ao prazer como se ainda vivêssemos nas cavernas. 

Então, para que saber tanto? Para que aprender tanto? Para que ler tanto?

A questão central da aprendizagem é a sobrevivência. Sobreviver à morte, ao abandono, ao tédio, à insegurança quanto ao futuro, ao desconhecido.

Aprender não se limita somente à escola, embora seja o templo da verdadeira revolução humana, sem qualquer sombra de dúvida. Mas aprender está além dos muros da escola e hoje limita-se quase à palma da mão e na ponta de um dedinho.

Se aprender serve para resolver problemas, significa dizer também que aprender melhora a qualidade de vida, não é? Seja por inquietação existencial, alívio de sair de uma enrascada, a simples sobrevivência ou a pura diversão, aprender significa em última instância viver mais e melhor.

Ignoro aqui o mal uso do conhecimento, pois disso a mídia se encarrega de exaltar todos os dias. Meu foco nesta coluna é destacar a positividade.

Lembrando que nosso cérebro, pelo próprio condicionamento filogenético e sócio-histórico, tende a exaltar mais o lado negativo das situações que o lado positivo; e justamente por isso, não consegue – na maioria das vezes – vislumbrar as soluções. Isso quando não acaba por piorar o problema.

Em resumo, a neofilia (ser amigo da novidade) ou ser um “novelty seeking” (buscador de novidades) é uma virtude que precisa ser nutrida e bem orientada por adultos atentos, responsáveis e afetivamente presentes. Não digo: materialmente, porque o vínculo que nos faz mamíferos é o da afetividade.  A matéria é um meio, não um fim em si (pelo menos, não deveria).

Um conhecimento é positivo quando qualifica e estreita os vínculos entre as pessoas, de modo que se fortaleçam em suas virtudes.

Então, uma simples viagem, um lazer, um sofrimento, uma internação em um hospital, uma simples conversa com alguém ou mesmo diante do solilóquio de uma onda que se segue da outra na imensa solidão de uma noite à beira-mar tem muito a nos ensinar, quando estamos dispostos a pensar, ou seja, quando estamos dispostos a aprender algo!

Como pensar sem gostar de aprender?

A aprendizagem é uma ferramenta de solução de “pepinos”!

Ser capaz de resolver seus problemas raciocinando é muito melhor do que se apavorando, não acha?

Pensar ajuda à incrementar a autoconfiança.

Pensar é viver mais e melhor.

Como pensar mais e melhor sem querer aprender nada de novo todos os dias?

 Sugestão de Filmes:

  1. Gênio Indomável.
  2. Encontrando Forrester.  
  3. Escritores da Liberdade.

 

Graça Razera

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