Técnica da Inversão Existencial

Retilinearidade Evolutiva

Artigo n. 1

Invéxis, ou inversão existencial, é a técnica de planejamento máximo da vida humana, fundamentada na Conscienciologia, aplicada desde a juventude, objetivando o cumprimento da programação existencial (proéxis), o exercício precoce da assistência e a evolução.

Este planejamento técnico é realizado sem influências de dogmas, religião, misticismo, doutrinas sectárias, ideologias político-partidárias ou quaisquer compromissos escravizantes, tolhedores da liberdade de idéias e expressão.

A invéxis parte do princípio de que a pessoa não precisa esperar até a meia-idade, período de maior maturidade psicológica e estabilidade econômica, para conhecer a si mesma, avaliar as prioridades evolutivas, suas realizações pessoais e promover a assistencialidade além do círculo familiar e amigos.

É muito comum ouvirmos de colegas e de familiares, em geral após a meia-idade, que gostariam de voltar à juventude com a mesma maturidade que possuem hoje. Por outro lado, quando um rapaz, uma moça, ou mesmo uma criança, demonstram prioridades maduras, comportamentos “adultos”, não é raro estes serem repreendidos por se preocuparem demais muito cedo ou por não aproveitarem “a flor da idade”. Juventude é associada, em diversas culturas, a uma fase de aventuras, experiências, enfim, um momento em que erros e deslizes são comuns, logo, admissíveis e naturais.

A técnica da inversão existencial (invéxis) é um dos caminhos, meios ou estratégias para direcionar a vida da moça ou do rapaz para maior produtividade, envolvimento em atividades assistenciais, investimento em renovações íntimas.

A técnica parte do princípio que a consciência humana vive múltiplas existências e que entre uma vida física e outra ela passa por um período intermissivo, ou seja, vive na dimensão extrafísica, até adquirir novo corpo físico.

Nesse período intermissivo a consciência, utilizando seu corpo extrafísico e habitando comunidades extrafísicas, participa de diversas atividades para se conhecer melhor e planeja tecnicamente aquilo que fará em sua nova vida intrafísica, próxima, tendo para esta finalidade o apoio de consciências mais evoluídas. Neste planejamento inclui reconciliações com futuros parentes, provável atividade profissional, reencontros com antigos amigos de outras vidas, projetos inovadores para a humanidade entre inúmeros outros itens que seriam úteis para a evolução como personalidade multimilenar.

O objetivo da invéxis é a execução precoce deste planejamento de vida, sem precisar esperar a fase da aposentadoria para executar aquilo que se propôs. Em geral as pessoas se perdem em suas inúmeras rotinas ligadas ao corpo físico, como alimentação, moradia, trabalho e esquecem daquilo que se programaram para fazer, chegando muitas vezes à terceira idade com sensação de vazio e de insatisfação íntima (melancolia intrafísica ou melin).

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Artigo n. 2

Estamos vivendo em um mundo de abundâncias, com comida à vontade, roupas a baixo custo, viagens exuberantes, amizades, dinheiro e informação. Há pouco tempo a humanidade passava a maior parte do dia trabalhando apenas para se alimentar. Hoje vivemos o fenômeno da aceleração da história humana e temos acesso ao mundo com apenas um clique.

Ao invés dessas facilidades serem utilizadas em benefício de nossa evolução pessoal, paradoxalmente, elas tem levado uma legião de jovens a conduzirem suas vidas embriagados pela sedução mundana, engolidos por prazeres momentâneos, vivendo ao modo Zeca Pagodinho: ‘deixa a vida me levar, vida leva eu’. São milhares de existências desperdiçadas na mediocridade da robotização existencial.

À margem desse cenário, ainda existem jovens que não cedem à pressão do fluxo social. Se você, leitor ou leitora, se sente um peixe fora d’água, intui não estar neste mundo por acaso e deseja realizar algo ‘maior’, que vai além do clichê filho-árvore-livro, parabéns! Você é um poço enérgico de sustentabilidade pessoal e este artigo é dedicado a você.

Viver não é nada fácil; viver na ignorância é ainda mais difícil. Para tudo existe técnica: escovar os dentes, amarrar cadarços e, por que não, para viver. É isso mesmo: existe técnica para viver. A Conscienciologia possui em seu acervo duas delas com um escopo muito bem definido. Uma delas é a técnica da Inversão Existencial, cujo nome é o tema deste texto.

A Invéxis, ou Inversão Existencial, foi apresentada pela primeira vez pelo propositor da Conscienciologia, professor Waldo Vieira, em 1946, aos 14 anos de idade. A técnica consiste basicamente na elaboração e execução do planejamento máximo da vida desde a juventude, até os 26 anos de idade, e enquanto a pessoa não possui maiores comprometimentos na vida humana.

Considerando que grande parte dos objetivos da sociedade atual não levam em conta a assistência ao próximo, a aquisição da maturidade consciencial e muitos outros fatores relevantes à autoevolução, o(a) aplicante da técnica da Invéxis faz justamente o contrário do curso comum, sendo chamado(a), portanto, de  Inversor(a) Existencial. Título coerente e autoexplicativo.

O maxiplanejamento é elaborado tendo em vista um objetivo de vida evolutivo que foi preparado pelo próprio indivíduo durante o período intermissivo, entre uma vida e outra, ou a temporada antes do renascimento atual. Para isso, tem-se como uma das metas o desenvolvimento do que chamamos tridotação consciencial, formada pelos atributos intelectualidade, parapsiquismo e comunicabilidade, de modo a potencializar seu nível assistencial ao máximo.

O Inversor Existencial abre mão de convenções sociais como casamentos em cartórios ou igrejas, busca uma relação afetivo-sexual monogâmica, ao invés de dedicar seu tempo para criação de filhos (prole pessoal), visa ter maior disponibilidade para desempenhar tarefas (pesquisas, publicações, serviços voluntários) em prol da coletividade e de maneira qualificada. Desse modo, a assistência prestada pelo inversor, se dá por atacado, beneficiando grande número de pessoas ao invés de uma só.

O posicionamento e retilinearidade perante a técnica tenderá a dinamizar o rendimento existencial do aplicante, dando a possibilidade de queimar etapas da vida que se referem ao lado mais instintivo da personalidade e a eliminação de dúvidas, das hesitações, dos desvios no percurso da vida, das alienações e das influências doutrinárias.

Bruno Delgado é desenvolvedor de sistemas para internet, pesquisador e voluntário do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC), que é uma instituição de educação e pesquisa científica, pacifista, laica, universalista, sem fins de lucro, não doutrinária e independente, que se destaca pela excelência em cursos e publicações técnico-científicas sobre as ciências Projeciologia e Conscienciologia. Maiores informações no website IIPC.

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2 Comments

  1. Quando eu me interessava pela Conscienciologia de maneira séria, a Invéxis sempre me pareceu algo estranho, mal definida, mal explicada. Hoje eu percebi o porquê.
    O conceito de Invéxis parte do pressuposto da multiexistencialidade e do curso intermissivo. Sendo assim, para que alguém se candidate à Invéxis de maneira séria, evitando as contaminações ideológicas, é necessário que tenha um conjunto bastante sólido de retrocognições que lhe permitam dizer inequivocamente qual sua Proéxis. Se esta condição não é satisfeita, a Conscienciologia passa a ser um fetiche para o inversor, que não utilizará dela como coletânea de conhecimentos, mas como uma ideologia pronta cheia de práticas absurdas para paulatinamente condicionar a pessoa à histeria, condição na qual sente aquilo que diz e não aquilo que vê.
    Como a grande maioria dos conscienciólogos sequer é capaz de gerar um EV voluntário, supor que um conjunto de jovens tenha retrocognições é absurda.
    Como técnica, a Invéxis não serve a ninguém, nem mesmo ao candidato ideal, uma vez que este já saberá o que fazer, independentemente de tomar ou não conhecimento da Conscienciologia.

    Responder

    1. Olá Mateus!
      Agradeço pelo comentário, no entanto discordo em alguns pontos e gostaria de expressá-los. Vejo que o importante é a troca de ideias e não o embate de quem tem ou não razão, pois o importante é a pessoa escolher para sua vida técnicas, atitudes, modos de pensar que façam maior sentido para si mesma.
      A técnica da Invéxis é fundamentada no paradigma Consciencial, pois não só partiu dele, como está vinculada à princípios essenciais para a sua aplicação: cosmoética, autopesquisa, interassistência (incluindo a si próprio), etc. Toda técnica partiu da experiência pessoal de alguém (no caso o Waldo), que aplicou e verificou os benefícios, podendo então transformar em técnica para que outras pessoas pudessem conhecer, aplicar e também otimizar sua evolução, ajudando outras pessoas.
      A pessoa não precisa de um conjunto bastante sólido de retrocognições (memórias de vidas passadas ou da intermissão) que lhe permitam dizer inequivocamente qual sua Proéxis para aplicar qualquer técnica evolutiva, muito menos a invéxis. O perfil da pessoa candidata à invéxis é aquela que tem maior autonomia de escolha, sem compromissos escravizantes, que agora ou futuramente vão cercear sua liberdade de atuação ou de pensar livremente, com autonomia. Técnica evolutiva (recéxis, invéxis e outras) é um meio, não o fim. Portanto são estereótipos até certo ponto, pois o que mais importa é o desempenho evolutivo: o que você tem feito quanto aos seus vícios e hábitos nocivos para com você e os outros? Reconhece as suas qualidades e as utiliza para se melhorar? Já entende na prática os efeitos das interações energéticas? Você está repetindo atitudes e escolhas dispensáveis de outras vidas ou procura utilizar novas técnicas, novas maneiras de pensar, a fim de fato de se superar? São perguntas que qualquer pessoa lúcida do processo evolutivo deveria fazer, independente de técnica. A técnica existe para otimizar. A mudança ocorre na prática.
      Quem pode optar pela invéxis? Qualquer um que tenha mérito para tal, e isso é observado na prática, olhando para a vida da pessoa. E quem não se encaixa não tem nada a perder, a não ser que fique se lamentando.
      Se invéxis está sendo motivo para histeria, então isso não é invéxis, é algum conflito emocional ou de outra natureza que acomete pessoa. A técnica é clara: otimização máxima da vida humana, interassistência precoce: se a pessoa está com histeria ou confusa, logo o problema é intraconsciencial: cadê a autoassistência? O inversor deve investir na autoassistência. Invéxis não é perfeição, se fosse seria utopia, algo teórico, nada prático, anti-científico.
      O importante é você evoluir, melhorar como pessoa, como consciência. A técnica da invéxis é radical, pois busca a maturidade logo cedo (radical, pois meche na raiz da personalidade logo cedo, mas traz benefícios imensuráveis), é impactante e pode causar revolta para quem tem medo de novas ideias (neofobia), pois a pessoa não consegue aceitar uma proposta de vida diferente (conflitos íntimos; ideias conflitantes; conflito de paradigmas).
      Vale a pena você mesmo se perguntar e refletir de forma calma, sem cargas emocionais: Porque eu acho isso da invéxis? O que faz e o que não faz sentido para mim? Mesmo assim, gostaria de ter um desempenho de inversor em alguns setores? Ou isso não é para mim?
      Espero que tenha conseguido ser claro,
      Abraços e as melhores energias!
      Sr. Evoluciente.

      Responder

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