Quebrando o tabu do autodidatismo

Para tornar-se um autodidata, você precisa aprender duas coisas: como estudar de modo eficiente e como garantir que você realmente aprenda

Informação, hoje é algo que existe de sobra, mas, ainda assim, as pessoas ainda não se sentem confortáveis ao falar de autodidatismo ou de se apresentarem como autodidatas. Existe certo estigma social com os autodidatas, as pessoas tratam autodidatismo como se essa fosse uma condição rara, que atribui apenas a alguns seres humanos o poder de “aprender as coisas sozinhos” – e isso é uma bobagem.

Tudo que você aprende é por conta própria, independente se você fez o melhor curso da cidade. Não importa a situação, é você quem estuda para alcançar seu objetivo, – a diferença é que quando você faz isso em cursos, a responsabilidade do resultado e do aprendizado são transferidas para terceiros, desse modo, você fica livre do resultado e das possíveis pressões.

É aí que aparece uma das primeiras vantagens do autodidata: ele assume a responsabilidade do aprendizado e tende a não se engajar em atividades que apenas sinalizam aprendizado – como, por exemplo, ir para a sala de aula e não prestar atenção no que está sendo dito. Porém, isso não quer dizer que o autodidata não possa fazer uso de professores e tutores para auxiliar na jornada. É completamente diferente você contratar um tutor para te auxiliar em certos pontos do assunto e contratar alguém para te ensinar tudo, passando toda a responsabilidade para ele.

Agora, para tornar-se um autodidata, você precisa aprender duas coisas: como estudar de modo eficiente e como garantir que você realmente aprenda. Uma das principais orientações a seguir é desenvolver hábitos e rotinas de sucesso.

Normalmente somos ruins em criar hábitos de modo consciente ou em acreditar que novos hábitos serão desenvolvidos apenas com base na “força de vontade”. É preciso mais do que isso. É preciso identificar sua rotina, afinal, ao ser exposto à mesma rotina várias vezes, nós aprendemos como realizar aquela atividade – e não precisamos mais prestar atenção consciente para aquilo, podemos “desligar” a atenção. Identifique o que você quer fazer assim como o melhor momento para fazer isso – pode ser logo após acordar, à noite, à tarde, etc., o importante é você se livrar das barreiras no momento de começar a executar a rotina.

Outra solução importante é ter um plano caso as coisas não saiam exatamente como o planejado. Já foi comprovado que planejar com antecedência as possíveis adversidades tem um efeito significativo no sucesso da formação de hábitos. Ou seja, se você quer ter sucesso formando hábitos, planeje sua falha.

Após criar hábitos de maneira eficiente, a melhor maneira de garantir que você consiga o que deseja é criando um passo a passo, afinal, é muito mais fácil desenvolver um sistema que você possa executar todo dia para tratar desses afazeres, algo que você faça sem nem precisar pensar a respeito. Assim como um programador de computador desenvolve um sistema para resolver seus problemas, você desenvolve um sistema para resolver certo conjunto de ações dependentes dos mesmos fatores.

Para o autodidatismo realmente funcionar também são necessárias atitudes usadas para qualquer estudo bem sucedido: um lugar isolado, tranquilo e bem ventilado, um bom material de apoio, expectativas reais e, é claro, concentração, dedicação e vontade de aprender.

Paulo Ribeiro é autor do livro “Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciência Para Aprender Mais e Melhor”.

 Fonte

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3 Comments

  1. Realmente o autodidatismo para mim é uma das melhores coisas que eu descobri na vida, ele supera praticamente todos os tipos de formas de aprendizado, porque agente parte em busca de informações que muitas vezes as pessoas que mais confiamos não sabem responder, ou mesmo têm medo dessa condição de descobridor autônomo, buscando a maneira de praticar, ser prática e colhe quase que de imediato resultados, que podem ser os esperados ou não, quando não, isso significa que há outras maneiras de se realizar o autodidatismo que ainda não assimilamos, ou outros pontos de vista que não percebemos.
    O fato dele ser considerado coisa rara, é pura superstição milenar e porque não dizer religiosa. Aprendemos com os outros, e, o melhor aprendizado parte daquilo que aprendemos conosco mesmo, dentro de nosso contexto de vida e dimensões de vida já percebido por nós. E o autodidata sempre vai ser uma pessoa mais segura, preparada, e até mais lúcida que os não autodidatas. Só há vantagem para nossa evolução o autodidatismo. Deixamos de ser meros absolvedores de informações e passamos a ser os descobridores delas, que traz muito mais satisfação e auto realização a quem o pratica de maneira prazerosa. Sou autodidata desde meus 12 anos, desde a minha primeira experiência parapsíquica, venho buscando e estudando cada situação que me ocorre na vida, para sentir melhor o verdadeiro sentido da vida nesta dimensão intrafísica. Muitos morreriam de medo disso, muitos ignorariam, mas, eu percebi logo cedo que ser autodidata faria toda a diferença na minha qualidade de vida. E descobri também que pode ser até bem doloroso o quebrar de nossas ilusões e o descortinar da realidade, que vem através de verdades, mesmo que sejam relativas. Infelizmente a gente só quer viver feliz e sorrindo, e muitas vezes o inverso se faz presente na maioria das vezes, por conta de muitas ilusões construídas no nosso passado milenar.
    Contudo, uma coisa eu considero de vital importância: MAIS VALE UMA VERDADE POR MAIS DOLOROSA QUE SEJA, DO QUE INÚMERAS ILUSÕES QUE SE MOSTREM MARAVILHOSAS.
    POIS A VERDADE É ÚNICA, E PONTUAL, E AS ILUSÕES SÃO COMO OS BRAÇOS DE UMA MEDUSA QUE ACARICIA, MAS MATA AOS POUCOS, E ATÉ SEM SER PERCEBIDO.
    SÃO COMO OS PRAZERES PSICOSOMÁTICOS, QUE PROPORCIONA ADRENALINA E DOPAMINA. JÁ OS CONSCIENCIAIS E COSMOÉTICOS É O MANJAR DOS DEUSES, SE ME PERMITEM ME EXPRESSAR ASSIM.
    AUTODIDATISMO NOS LEVA A MELHOR HIGIDEZ CONSCIENCIAL E DE FORMA PERMANENTE E QUEM SABE TOTAL.

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    1. Obrigado pelas palavras Neusa!
      Realmente, o autodidatismo representa autossuficiência para a Consciência que procura ser protagonista da sua evolução. Assim, ela para de apontar o dedo para as próprias imaturidades (justificativa autovitimizadora) e começa a buscar soluções práticas e úteis para a autoevolução, começando pela superação de pontos limitantes, por exemplo. Além disso, o autodidatismo lúcido não serve para encher o ego com mais caldo narcisista, mas sim para melhorar a si mesmo, dando exemplo de maturidade Consciencial, evolutiva.

      Abraços,
      Sr. Evoluciente.

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  2. Um exemplo de autodidatismo é a mobilização de energias MBE, com ênfase na incondicional higidez holossomática. Vou falar para vocês um pedacinho de uma tese minha, que tenho alcançado comprovações fantásticas.

    “Holosoma consciencial

    Por que muitas vezes não entendemos nós mesmos?
    Porque nosso holosoma formado por nosso microuniverso consciencial, mentalsoma, energossoma, psicossoma e soma, até certo ponto possuem autonomia, ou seja são sistemas autônomos, podem funcionar perfeitamente sem a interferência dos outros sistemas.
    Nesse caso um pedófilo por exemplo tem o soma perfeito, mas o mentalsoma, psicossoma avariado e o energossoma até certo ponto, ai seu microuniverso consciencial está em desequilíbrio quase que total, só não é total porque tudo está conectado em infinitas conexões, deve ser por isso que nosso cérebro quando não consegue conexões de um jeito tenta de outro.
    Como no caso de uma pessoa que ficou paraplégica, mas, busca o recurso de poder andar em cadeira de rodas motorizadas até. Pode parecer muito louco, mas, são os exemplos que temos ai pelo mundo é só procurar. Está na capacidade de readaptação. Está nas plantas, nos animais em geral e no ser humano, e no ser consciencial que já atingiu um patamar de evolução maior, como no caso das pessoas que não comem mais carne de espécie nenhuma.
    Aliás, vocês sabiam que o capim tem proteína.”

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