A virtude de aprender

ImageVocê gosta de aprender coisas novas, seja em uma sala de aula ou como autodidata (aquele que aprende sozinho sem professor)?”

Você sempre gostou da escola, de leitura, de museus? – existe oportunidade de aprender em toda parte.

Há campos do conhecimento em que você é o especialista?

Seu conhecimento é valorizado por aqueles que fazem parte do seu círculo social ou por um círculo mais amplo?

Você gosta de aprender sobre esses campos, mesmo quando não há incentivos externos para isso?

Estas são perguntas que o Dr. Martin Seligman faz em seu livro Florescer (2011, p. 264) sobre o gosto pela aprendizagem.

Aprender é uma virtude. 

Para mim, é uma das maiores virtudes depois do amor.

“APRENDER É A ÚNICA COISA QUE A MENTE NUNCA SE CANSA, NUNCA TEM MEDO E NUNCA SE ARREPENDE.”

 (Leonardo da Vinci)

“Vivendo e aprendendo”.

Sabe-se que saber é poder: o maior que existe, pois o conhecimento é um bem inalienável e crescente.

Os Dinossauros eram fortes, vorazes, independentes, mas fechados em si mesmos. Não se preocupavam em passar seu know-how para as gerações seguintes. Com isso, as conquistas morriam com cada um deles. E toda geração começava do zero até chegar à extinção. A espécie humana sendo muito mais frágil fisicamente, desprovida de asas, pelagens e garras, no entanto, evolutivamente falando, vem sendo muito mais forte, pois foi capaz de — através da linguagem oral e escrita — passar suas informações ou conhecimentos para a geração seguinte. Daí a sucessão de conquistas que a humanidade vem passando de maneira sempre progressiva.

[Uma pequena, mas importante digressão é necessária: Se isso é verdade, como ficam as Grandes Guerras e o Holocausto, o terrorismo, seriam conquistas? Não. Claro que não. São acidentes de percursos, provenientes de erros e abusos de poder de um grupo sobre outro. A filósofa política Hannah Arendt (1906-1975) em seu livro As Origens do Totalitarismo” (1951) elucida muito sobre este desvio de rota, a quem se interesse por grandes temas como política e economia e a lógica das nações.]

A curiosidade, a vontade de saber, a motivação (motivo que leva à ação) gera uma tensão interna capaz de impulsionar a pessoa ao prazer da descoberta, a famosa “Eureka”, ou “insight”.

A função do conhecimento, do saber, da semântica das palavras, seus significados é primordialmente resolver algum problema. 

Não há como resolver problemas, sem aprender nada de novo. Nosso corpo humano é o mesmo há milhares de anos.

Nosso cérebro é primitivo, por isso responde ao estresse e ao prazer como se ainda vivêssemos nas cavernas. 

Então, para que saber tanto? Para que aprender tanto? Para que ler tanto?

A questão central da aprendizagem é a sobrevivência. Sobreviver à morte, ao abandono, ao tédio, à insegurança quanto ao futuro, ao desconhecido.

Aprender não se limita somente à escola, embora seja o templo da verdadeira revolução humana, sem qualquer sombra de dúvida. Mas aprender está além dos muros da escola e hoje limita-se quase à palma da mão e na ponta de um dedinho.

Se aprender serve para resolver problemas, significa dizer também que aprender melhora a qualidade de vida, não é? Seja por inquietação existencial, alívio de sair de uma enrascada, a simples sobrevivência ou a pura diversão, aprender significa em última instância viver mais e melhor.

Ignoro aqui o mal uso do conhecimento, pois disso a mídia se encarrega de exaltar todos os dias. Meu foco nesta coluna é destacar a positividade.

Lembrando que nosso cérebro, pelo próprio condicionamento filogenético e sócio-histórico, tende a exaltar mais o lado negativo das situações que o lado positivo; e justamente por isso, não consegue – na maioria das vezes – vislumbrar as soluções. Isso quando não acaba por piorar o problema.

Em resumo, a neofilia (ser amigo da novidade) ou ser um “novelty seeking” (buscador de novidades) é uma virtude que precisa ser nutrida e bem orientada por adultos atentos, responsáveis e afetivamente presentes. Não digo: materialmente, porque o vínculo que nos faz mamíferos é o da afetividade.  A matéria é um meio, não um fim em si (pelo menos, não deveria).

Um conhecimento é positivo quando qualifica e estreita os vínculos entre as pessoas, de modo que se fortaleçam em suas virtudes.

Então, uma simples viagem, um lazer, um sofrimento, uma internação em um hospital, uma simples conversa com alguém ou mesmo diante do solilóquio de uma onda que se segue da outra na imensa solidão de uma noite à beira-mar tem muito a nos ensinar, quando estamos dispostos a pensar, ou seja, quando estamos dispostos a aprender algo!

Como pensar sem gostar de aprender?

A aprendizagem é uma ferramenta de solução de “pepinos”!

Ser capaz de resolver seus problemas raciocinando é muito melhor do que se apavorando, não acha?

Pensar ajuda à incrementar a autoconfiança.

Pensar é viver mais e melhor.

Como pensar mais e melhor sem querer aprender nada de novo todos os dias?

 Sugestão de Filmes:

  1. Gênio Indomável.
  2. Encontrando Forrester.  
  3. Escritores da Liberdade.

 

Graça Razera

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