O Preconceito e o Efeito Sombra

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Em termos gerais, a sombra pode ser definida como a “representação de alguns aspectos inconscientes da personalidade” (Von Franz, 2002). Ela representa, simbolicamente, aspectos conflitivos e que negligenciamos em nós mesmos, ainda que a fonte do incômodo esteja aparentemente fora.    

Segundo Chopra (2012):

(…) a sombra é a pessoa que preferiríamos não ser. A sombra pode ser vista em alguém da família a quem mais julgamos, no funcionário público a quem condenamos, na celebridade que nos faz menear a cabeça de desgosto. Se compreendermos isso corretamente, chegamos à surpreendente percepção de que a sombra é tudo o que nos irrita, horroriza ou descontenta em relação às pessoas ou a nós mesmos. (p. 106).

No preconceito, a pessoa projeta no outro a causa de sua frustração ou mal-estar. O preconceito é uma forma de expressão da sombra.

Essa projeção é um falso estado de autoaceitação criado com base em “Eu estou bem, mas você não está por ser quem é ou ter tais características”. Já a verdadeira autoaceitação se estende a outras pessoas: quando você está bem consigo mesmo, não há motivo para determinar que o outro é que não está bem ou não ser suficientemente bom.

Ter pré-conceito (conceito prévio) às vezes é inevitável, mas torná-lo um preconceito (discriminatório) é opcional.

O problema não é ter preconceitos. O problema é não fazer nada para compreendê-los e superá-los. Tudo aquilo que negamos nos domina (efeito sombra). Exemplos não faltam: muitos dos que negam ter uma patologia orgânica adoecem mais rápido, justamente pela recusa do tratamento e consequente evolução da doença; os que negam ter um problema moral podem piorar suas condutas imorais, porque não acham que estejam errados; todos aqueles que negam ter preconceitos tornam-se mais preconceituosos e intolerantes por sustentarem um posicionamento rígido e imutável.

No livro ‘A Arte da Guerra, Sun Tzu (2008)’ sugere que “para conhecer seu inimigo, você tem de se tornar seu próprio inimigo”. Nesse caso, o inimigo geralmente é um impulso vindo de dentro de nós mesmos, que não conseguimos compreender, e com o qual não sabemos lidar.

O primeiro passo, e talvez o mais difícil para iniciar alguma mudança, é aceitar a realidade de não ser tão bom quanto se achava, é aceitar o fato de ter defeitos e admitir os erros, mas não apenas isso, primordialmente reconhecer as próprias qualidades e virtudes que vão ajudar a superar tais limites internos. A partir daí não há limites para melhorias e autossuperações, pois o maior obstáculo foi derrubado: o medo da mudança, ou o medo de reciclar a velha versão de si mesmo.

Tudo na natureza evolui constantemente; o homem não deve ficar de fora deste progresso.

“Acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser.” Allan Watts

O preço por se admitir uma dificuldade íntima, tal como o preconceito, envolve ter na consciência a responsabilidade de poder mudá-lo. Talvez este seja o principal motivo onde muitos tendem mais a culpar e se queixar ao invés de oferecer a própria melhoria como exemplo de transformação que tanto almejam. Culpabilizar o outro deixa de ter sentido quando assumimos a responsabilidade sobre nossos pensamentos e emoções não compreendidas ou mal trabalhadas.

“O autoconhecimento exige coragem o tempo todo.” 

(VIEIRA, 2012, pg.14)

Felizmente a sombra pode (e deve) ser compreendida e lapidada. Isso é possível quando a submetemos à “luz” da Consciência. Todos nós temos o desafio de fazer as pazes com nossa sombra, só assim poderemos superá-la, caso contrário, ficaremos projetando-a nos outros, tal como um espelho refletindo, de alguma maneira, aspectos ainda não trabalhamos em nós mesmos.

Trabalhar dificuldades internas em si mesmo não é apenas uma opção do ponto de vista humano, é uma necessidade que gera como frutos ampliação dos direitos humanos e valorização da diversidade, em prol de uma sociedade mais pacífica, justa e equilibrada de se viver, já que a melhoria de uma pessoa repercute ao seu redor: um efeito dominó do bom exemplo real. Quando alguém se eleva como ser humano mostra aos outros o quão grande eles podem também se tornar. Feliz ou infelizmente o oposto também é válido.

Somos seres duais, mas diferentemente dos animais temos a vontade e racionalidade para fazermos nossas escolhas – que sejam para amadurecermos cada vez mais nossa consciência e caráter. É essencial almejarmos uma melhor versão de nós mesmos. Não subestimemos o poder do auto-aprimoramento pessoal; tal como uma gota d’água no oceano: sempre conta e sempre soma.

Sr. Evoluciente

A Paradoxal Importância da Dor Emocional

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O conceito de dor fisiológica compreende uma sensação penosa e desagradável, produzida pelas terminações nervosas da pele, sensíveis a algum estímulo danoso.

A função da dor é alertar o indivíduo de que alguma parte de seu organismo está sofrendo lesão, está sendo danificada, sugerindo alguma reação de sua parte para resolver esse problema. Portanto, a dor é uma bênção para garantir a nossa integridade e saúde física. É como uma sirene com várias intensidades proporcionais ao nível da dor: em tese, quanto mais forte, maior o barulho e maior a reação.

A dor tem função paradoxal: seu mecanismo causa sofrimento com o objetivo maior de evitar mais danos irreversíveis; visa a autopreservação, o autocuidado.

Claro que estamos falando de um crescendo, de dores ainda suportáveis; desconsideremos dores desencadeadas por fatores extremos ou traumáticos. Nestes casos a dor extrema é óbvia e gera reação compulsória imediata (dor patológica).

A dor não existe somente na dimensão física, conforme exposto, mas também existe na dimensão emocional.

Uma dor emocional também é sentida de forma parecida: causa uma sensação desagradável e traz desconforto, sofrimento. Da mesma forma que a dor orgânica, tem como função alertar que algo não vai bem em alguma parte de nossa estrutura emocional, sugerindo alguma reação de nossa parte para investigar e buscar resolver o problema-ainda-oculto. Estamos falando de saúde emocional.

No entanto, geralmente não damos a atenção devida ao aspecto subjetivo da dor não-física, mas que é extremamente real. É possível constatar diariamente atitudes onde nem mesmo a concretude da saúde física recebe os devidos cuidados e atenção do sujeito que a negligencia… e geralmente negligencia a saúde física para compensar a suas próprias dores emocionais. É uma possibilidade.

Não conseguir lidar ou negar uma dor emocional pode fazer com que a pessoa busque alternativas não muito eficazes para “abafar sua sirene disparada”. Pode então buscar refúgio em substâncias ou atividades de risco que têm como efeito imediato o prazer – uma forma de aliviar, mas também de mascarar a dor. É paliativo e não resolve a médio e longo prazo o problema, inclusive podendo gerar e agravar outros problemas.

A natureza é sábia, nos dá pistas para que tenhamos consciência de que algo precisa ser revisto, olhado novamente. Se formos investigar mais a fundo, a dor (física ou emocional) é a ponta do iceberg, o último efeito de um problema que vem crescendo silenciosamente a algum tempo, e somente ao final gera o sintoma: a famosa dor. A consciência nasce do contraste. A dor gera contraste.

Dessa forma, é essencial darmos mais atenção às nossas percepções íntimas, pois sinalizam algo. Não é preciso ficar paranóico, mas apenas dar atenção a algum incômodo que frequentemente aparece. Pode sinalizar algo importante a ser investigado. Nem todo incômodo é algo negativo a ser combatido, pode indicar necessidades e mudanças.

A princípio, a investigação envolve refletir e buscar compreender a função que essa dor emocional desempenha em nossa vida: Que emoção desencadeou isso? Que pensamento desencadeou essa emoção? Por que surgiu? Qual é o papel deste desconforto causado pelas emoções? O que preciso aprender? O que essa emoção diz sobre a minha relação com o mundo? Juntar aos poucos as peças do quebra cabeça com alguns questionamentos pode ajudar. O objetivo é tentar compreender, e não causar mais conflitos e dores. Por isso, é preciso saber o momento de pedir ajuda a pessoas e profissionais de confiança.

Saúde emocional é um bem interno que não tem preço, não deve ser negligenciada, não deve ser anestesiada por certas substâncias ou hábitos específicos, nem ignorada por medo, mas acolhida, compreendida e amadurecida, pois somente pelo investimento do cuidado colhe-se os frutos: a exemplo da conquista de maior equilíbrio emocional, totalmente factível.

Sr. Evoluciente

Cosmoética: Ética Cósmica

Cosmoética, subcampo da Evoluciologia, é a especialidade da Conscienciologia dedicada ao estudo da ética ou moral cósmica, multidimensional, além da moral social intrafísica.

Sinonimologia: 1. Código de ética dos serenões; ética avançada; ética multidimensional; moral cósmica; 2. Ética. 3. Lei do retorno; lei cármica. 4. Justiça universal. 5. Exemplarismo assistencial. 6. Autoincorruptibilidade.

Antonimologia: 1. Anticosmoética. 2. Aética; anética; antiética. 3. Auto-corrupção. 4. Ética momentânea 5. Lei de Gerson. 6. Ética humana.

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Algumas considerações da Cosmética, por Waldo Vieira:

‘A Cosmoética pede a agilização do nosso autoconhecimento. Isso acontece através da maturidade, do discernimento, da lógica, da autocoerência, das prioridades conscienciais, do livre-arbítrio individual e da auto-evolução planejada.’

‘O Carma (holocarma) é a lei de causação cosmoética, que não castiga nem recompensa, nem cria nem designa nada, mas dirige infalível e pensenicamente todas as demais leis geradoras de certas conseqüências, no conjunto das ações multidimensionais da consciência, dentro da planilha da sua evolução incessante.’

Podemos também prever que os níveis de assistência extrafísica*** são unidades cosmoéticas de medida de sucesso ou fracasso da consciência na vida intrafísica. No planeta Terra a grande maioria das consciências ainda são anticosmoéticas e não querem repartir os sacrifícios, mas apenas lograr benefícios em tudo que fazem, ocasionando a lei anticosmoética do menor-esforço.    

***Assistência Extrafísica: assistência realizada por personalidades geralmente denominadas “Amparadores”, os quais descartaram o corpo (temporariamente), vivendo e atuando a partir da dimensão Extrafísica (Além-da-Dimensão-Física) com maior visão de conjunto e menor restringimento de sua lucidez, aplicando ao máximo os princípios da Cosmoética em auxílio às outras Consciências, sempre norteados pelo valor Cosmoético “Que Aconteça o Melhor para Todos”.

Para alcançar a Cosmoética é indispensável vivenciá-la”.

(VIEIRA, Waldo)

A Cosmoética não apresenta meio termo ou uma semicosmoética.

(VIEIRA, Waldo)

Fontes:

Mar Sem Fim – Amyr Klink

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Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.  Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sobre o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.

Amyr Klink

Liberdade

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“Cada um segue o seu caminho, não importa o que pensem… E isso nos faz descobrir nosso verdadeiro ser… a Liberdade é parte do seu ser. Devemos rechaçar o que nos tolhe a Liberdade. Não precisamos de rituais ou superstições para viver. Você é livre para ser o que quiser.  Voe!”

“Para voar você não precisa de fé. Precisa entender como se voa.”

Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach)

Teste da Centragem da sua Consciência

Reeducação pela Conscienciologia = felicidade

  1. Consciência. (…)Defender e viver pelo aperfeiçoamento ou a evolução da consciência (Latim: conscientia, com conhecimento) pode ser a megameta, fundamental e mais inteligente.
  2. Tempo. O percentual maior do tempo da vida intrafísica, por direito e lógica, naturalmente, é da consciência na condição evolutiva multidimensional.
  3. Molduras. Na falta de prioridades inteligentes, a conscin pode viver escravizada às molduras ou banalidades da vida humana. Ocorre a descentragem da consciência.
  4. Acessórios. Quem se desloca do centro nuclear da consciência, vive desnorteado na periferia das molduras do quadro humano. Esquecendo o essencial, vive desperdiçando energia, tempo e espaço conscienciais, e oportunidades com os acessórios a serem mantidos, minimizados, no acostamento da própria estrada evolutiva.
  5. Inevitáveis. Dentre as molduras inevitáveis a serem vividas na Terra, somos obrigados a destacar 4: o soma, a moradia (casa ou apartamento), a locomoção (condução ou transporte) e a subsistência humana (economicidade).
  6. Interesse. Será importante ver na vida material, experimentador ou experimentadora, o percentual de atuação de cada qual dessas 4 molduras – e outras personalíssimas – e medir o restante analisável para o interesse prioritário a vir em primeiro lugar, insubstituível, ou seja: a própria consciência.
  7. Soma. Quem aplicar 60% do próprio tempo na plástica humana, na musculatura ou massa muscular e no sexo, vive escravo, intrafisicamente, dentro do corpo humano, tendo dificuldade para viver projetado nas dimensões conscienciais extrafísicas.
  8. Locomoção. Conforme a cultura e o ambiente, as molduras secundárias escravizam muito mais. Na Califórnia, EUA, vive-se com fartura, porém escravizado à locomoção. Ali, perde-se elevado percentual da existência intrafísica indo entre extremos, como rotina diária, porque há distâncias enormes entre os centros de interesse. Nesse caso, o percentual das pessoas obesas, na população, aumenta, pois vivem dentro do carro.
  9. Casa. Até quem vive no trailer autossuficiente (motor home) pode perder tempo na manutenção, dentro da casa ambulante. A conscin não resolve o problema, pois cria outro.
  10. Deficiente. No Polo Norte, o esquimó poderá ser mero deficiente físico ambiental se perder muito tempo emparedado dentro do iglu.
  11. Consumismo. A pessoa escrava do hiperconsumismo, ou do delírio comprista, vive, praticamente, dentro do supermercado ou do shopping center.
  12. Dinheiro. Quem se escraviza ao trabalho de subsistência, vive pelo dinheiro, dentro do escritório (workaholics). O Homem é o “inventor” e, comumente, escravo do dinheiro.
    Teste. Será sempre oportuno analisar a escravatura nos hábitos, rotinas e condicionamentos.

Reflexão: São razoáveis os percentuais de tempo dedicados por você, especificamente, ao próprio soma, à casa, à condução e à subsistência humana?

 

Fonte: 

  1. VIEIRA, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia. 3ª. Ed. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2013.

Link para acesso ao Tratado 700 Experimentos da Conscienciologia: Cique aqui!